Carimbos

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Oi oi oi! Finalmente estou de volta.

Depois de postar nas minhas redes sociais tanto tipos de carimbos diferentes que aprendi no curso que estou fazendo aqui em Madrid, resolvi fazer um copilado e mostrar mais detalhadamente aqui no blog como é cada um. Que bom que estão todos interessados no assunto! Eu sempre achei super legal, mas por preguiça e falta de material no Brasil, nunca tinha tentando antes. Aqui mostrarei para vocês todas as técnicas que experimentei, e que depois se tiverem interesse, podem buscar na internet mais informações e tutoriais.

Carimbo com borracha.

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Foi o que eu gostei mais de fazer! Fazia tempo que procurava esse tipo de borracha grande mas nunca encontrei em lojas físicas (online não cheguei a pesquisar tanto). E bom, só agora na Espanha tive a oportunidade de testar essa técnica. A que eu comprei aqui se chama “Print Block Milan”. Para cavar a borracha eu comprei um kit de goivas que vem com cinco pontas diferentes que tu encaixa no suporte de madeira. Para estampar usamos tinta para Serigrafia, mas dá para usar tinta de tecido. Se você for estampar só papel, dá para experimentar com outros tipos de tinta, e se for em vidro, madeira ou qualquer outra coisa, utilize a tinta que for mais apropriada para cada material. Neste caso eu estampei em tecido, aquele tipo que é utilizado para ecobags. Então, resumindo:

Materiais

  • Borracha
  • Kit de goivas
  • Tinta de serigrafia/tecido ou outra
  • Tecido de algodão , papel ou outros materiais
  • Lápis
  • Papel
  • Rolinho pequeno, pincel ou esponja

goivas

Processo

Neste caso eu recortei um papel no tamanho da borracha e fiz o desenho ali. Com um lápis bem mole (acima de 4B), fiz um desenho no papel. Esse desenho tem que ser feito pensando que algumas partes vão ser cavadas e outras não. A parte que não for cavada é onde a tinta vai aderir e será a imagem estampada, enquanto os buracos serão as formas que ficarão sem tinta. O lápis ser 4B ou 6B é importante para que o desenho possa ser transferido com mais facilidade à borracha. É interessante já pintar no desenho as partes que vão ser cavadas, para não haver confusão. Depois de finalizar, coloca o papel sobre a borracha e com uma régua (você pode usar o que tiver à mão que funcione para pressionar o papel) vai pressionando o papel para todo o desenho ser transferido para a borracha. Com a imagem na borracha, já pode começar a cavar com a goiva que for mais adequada para seu desenho (se forem áreas pequenas, uma goiva de ponta fina, se for uma área grande, um ponta grande, etc). Apenas cave as áreas que estiverem preenchidas com o lápis. Nesse processo tem que tomar muito cuidado para não cavar o lugar errado e estragar a figura. O que me fez gostar mais dessa técnica é que a borracha é super macia e fácil de cavar, é até relaxante. Depois de terminado é só passar a tinta com um rolinho, pincel ou esponja e estampar na superfície que você queira!

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Tem uma artista que faz um carimbos maravilhosos e sempre posta tutoriais. Ela inclusive lançou um livro que se chama “Make a Impression”que ensina todo o processo dela. Este é um dos vídeos que vocês podem conferir mais detalhadamente de como é o passo a passo da técnica:

Stamp Carving – Geninne D. Zlatkis

Carimbo com linóleo.

linoleo

Materiais

  • Linóleo
  • Kit de goivas
  • Tinta
  • Tecido/papel ou outro material
  • Lápis
  • Papel
  • Rolinho, pincel ou esponja
  • Ferro de passar roupa (se tiver)

Processo

É praticamente o mesmo da borracha. Faz todo o processo igual, a única diferença é que o linóleo é mais duro e fica muito mais difícil na hora de cavar. Para amolecer o linóleo tem o truque de passar o ferro de passar roupa de forma leve e rápida, sem parar em nenhum ponto nem ficar passando por muito tempo, porque pode queimar ou derreter o linóleo. Fazendo isso rapidamente, você percebe que o material dá uma amolecida e fica muito mais fácil de cavar. Quando começar a ficar duro de novo, é só passar o ferro.

Carimbo com acrílico e E.V.A.

metacrilato

Materiais

  • Placa de E.V.A adesiva
  • Placa de acrílico
  • Tesoura
  • Tinta
  • Rolinho, pincel ou esponja
  • Papel
  • Lápis
  • Tecido ou outro material

Processo

A placa de acrílico vai depender do tamanho que você quer fazer o carimbo. Na loja você pode pedir para cortar do tamanho que quiser, eu pedi um A5, mas no fim usei só a metade, ou seja, um A6. A placa de E.V.A é a adesiva porque fica mais fácil e rápida a execução, mas você pode comprar uma normal e depois colar com cola branca. O processo do desenho é quase o mesmo, a diferença é que ao terminar, você tem que transferir para outro papel ou coloca numa mesa de luz (ou na janela com claridade) para poder copiar o desenho para o outro lado da folha. A lógica é que seu desenho tem que estar espelhado para ser transferido para o E.V.A. Com essa etapa finalizada, você coloca o primeiro desenho feito (aquele que não está espelhado) embaixo da placa de acrílico, podendo enxergar perfeitamente o desenho. Então você pega o EVA desenhado e vai recortando os pedaços e colando no acrílico nos lugares exatos que aparecem no desenho que está em baixo. Após isso é só passar a tinta no carimbo e aplicar na superfície escolhida (tecido, papel, etc).

Carimbo com rolo e EVA.

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É a mesma lógica que o anterior, só que desta vez a superfície do carimbo é um rolo de cozinha. O interessante é que o rolo seja daquele tipo que as partes do rolo sejam separadas, para que quando você gire, a suas mãos não girem junto. Isso facilita na hora de estampar. Eu fiz com um rolo que era uma coisa só e deu certo, apenas tive maior dificuldade no processo. Também é interessante a dica de colar um papel por cima do rolo para que o adesivo de EVA não fique no rolo para sempre e acabe estragando na hora de tentar descolar.

Materiais

  • Placa de EVA
  • Rolo de cozinha
  • Tesoura
  • Papel
  • Lápis
  • Tinta
  • Superficie para estampar (tecido, papel, etc)
  • Rolinho, pincel ou esponja

Processo

Neste caso eu achei muito trabalhoso transferir um desenho exatamente como ele está no papel para o rolo, então resolvi fazer algo mais espontâneo e fui diretamente desenhando formas na placa de EVA e depois recortei todas e fui colando aleatoriamente no rolo (tecnicamente no papel que está colado no rolo). Depois é só passar tinta e rolar no tecido. Se o seu rolo não tem as partes divididas, na hora de rolar você acaba usando as mãos, braços e até cotovelo para poder chegar mais longe com o carimbo, haha. Por isso se conseguir encontrar um rolo que os pegadores não acompanhem a parte central, melhor. A tinta pode ir acabando no meio do processo, e a estampa vai acabar ficando com um degradê. Para evitar isso o truque é: com cuidado, ir parando o rolamento e ir acrescentando mais tinta no rolo enquanto estampa. PS: na foto dá para ver que eu não colei papel no meu rolo (esqueci!). Isso quer dizer que provavelmente vai ser difícil usa-lo novamente.

Estêncil.

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O estêncil não é um carimbo mas meio que segue a mesma lógica, então vou explicar aqui também.

Materiais

  • Folha de acetato
  • Estilete
  • Caneta que funcione no acetato (eu usei aquela permanentes de cd)
  • Papel e lápis
  • Tinta
  • Esponja

Processo

Num papel você faz seu desenho, sempre lembrando que partes vão ser vazadas. Depois coloca o acetato em cima do papel e com a caneta você copia o desenho pro acetato. Depois recorta as partes que devem ser vazadas do desenho com o estilete e quando finalizado é só colocar o estêncil sobre o tecido e preencher os buracos com tinta, usando uma esponja velha.

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*As estampas rosas com amarelo texturizadas eu fiz usando o estêncil e aplicando os carimbos anteriores por cima.

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E é isso!

Gostaram?

Tentem em casa e depois me contem se deu certo:)

Té té!

 

Cadernos, cadernos, cadernos! – Miolito em Madrid

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Faz um mês que cheguei na Espanha, e já tava na hora de atualizar isto aqui! Admito que aproveitei para descansar um pouco e tomar um tempo para mim… depois de trabalhar tanto nos últimos tempos, senti a necessidade de chegar em Madrid e relaxar. Agora com as baterias recarregadas e o curso finalmente começando, muita produção está por vir!😀

Mas ainda não falarei sobre meu curso, porque este post já está na fila de espera a muito tempo (culpa do meu perfeccionismo!). Como mostrei no meu instagram e facebook a um mês atrás, recebi pelo correio um presente maravilhoso, uma caixa cheia de cadernos artesanais da Miolito❤ Eu, uma pessoa viciada em cadernos, óbvio que surtei. Já faz tempo que namoro os produtos da Cajila e do Felipe (que são os responsáveis pela marca), mas como estou tentando controlar meu consumo por cadernos, resolvi esperar acabar os que eu já tinha, antes de adquirir novos. Mas olha o destino, no fim aqui estou eu cheia de cadernos de novo! Haha. Mas desta vez o momento é totalmente favorável, já que estou num curso de estamparia que valoriza muito o desenho manual, e com certeza os cadernos vão acabar rapidinho.

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Então agora vamos a parte baba-ovo❤. Eu não apenas recebi cadernos, mas chegou pelo correio uma caixa que dentro havia um lindo pacote, com meu nome escrito num coração, e vários cadernos diferentes, coloridos, todos lindamente embalados, com descrições técnicas, tudo feito à mão. Eu achei tudo tão impecável que demorei SEMANAS para abrir os cadernos. Poderia colocar num quadro. Sem contar que veio junto uma cartinha escrita pela Cajila dedicada especialmente a mim, que me fez ter a sensação que nos conhecemos. Adorei todo o cuidado com tudo, além das embalagens que já mencionei, os cadernos em si são muito bem costurados. Qualidade nota dez😀

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Mas porque eu demorei tanto para abrir? Como sempre minha cabeça inventa coisas e no fim vou mudando de ideia e algo que era para ser simples, como testar os cadernos e contar sobre isso no blog, acabou virando uma crise de “que tema vou usar para desenhar nos miolitos??”. Sim, eu quis fazer um tema, e algo que tivesse a ver com Madrid, já que vim morar aqui. Depois de descartar mil ideias, gostei do plano de pintar/desenhar lugares que descobri nesta cidade maravilhosa. Então não será apenas um post falando sobre cadernos, mas também dando dicas legais de onde ir em Madrid:) (Também mais pra frente farei um post exclusivo sobre isso, turismo “ilustrativo”, ou algo assim, hehe).

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Começarei pelo primeiro lugar legal que descobri por acaso. O Parque del Oeste. Escolhi o caderno Sketchbook Aquarela Kiwi porque senti que tinha que ser uma aquarela de paisagem. A folha é de 300g, papel canson, exatamente o bloco que estou usando atualmente, que recomendei no post sobre meus materiais. Gosto bastante, e não tive problema nenhum em fazer uma pintura bem aguada. O legal é que mesmo se o papel enrugar um pouco, o elástico que fecha o caderno é ótimo para juntar as páginas e deixar elas retinhas novamente. E sobre o parque, ele é GI-GAN-TES-CO, e tem lugares ótimos para picnic e jogar uma canga pra dormir a siesta.

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O segundo lugar que descobri foi o Museo ABC. Esse foi um achado bem inusitado, porque estava eu perdida em ruazinhas por aí, e em uma delas, super pequena, havia um museu todo moderno por fora, e resolvi dar uma checada. Para minha surpresa o Museu é especializado em ILUSTRAÇÃO. Vocês devem imaginar minha cara de felicidade quando entrei, e ainda por cima dentro tem uma loja só com LIVROS ILUSTRADOS. É um sonho. Melhor lugar! E quase tive um infarto quando saindo de lá descobri que aquela ruazinha estava super perto da minha casa! Já sou cliente VIP. Vou quase toda semana, hahah. E apesar de ser um lugar super legal, é bem desconhecido, e a maioria das pessoas nem sabe da existência. Detalhe: é grátis. Quem vier pra cá, não deixa de dar uma passada!:) Bom, o caderno que resolvi usar foi o Sketchbook Kraft Amarelo que tem folhas mais finas, na gramatura 90. Muito bom para técnicas mais secas ou até semi-úmidas, como canetinha. O papel aguentou super bem.

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O terceiro lugar que descobri por acaso e também quase escorreu uma lágrima (como tô sentimental, haha), foi a Rosaleda de Madrid. Lá estava eu adentrando outras partes do Parque del Oeste e do nada chego num lugar meio escondido que dá num jardim de rosas. É lindo de morrer. Tem rosas de todos os tipos e sempre rolam competições. Com certeza irei lá várias vezes para buscar referências floridas:) O caderno que escolhi foi o meu favorito, o Sketchbook Linho Montval. Ele tem um acabamento diferenciado, com capa de linho e fecho. O papel é canson montval, e foi a primeira vez que usei. Gostei muito! Diferente do outro, este não tem uma textura com linhas, então a pintura fica diferente e mais suave.

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O quarto lugar que escolhi foi o meu curso. Que foi uma descoberta também, muito por acaso! Agora que começaram as aulas percebi que foi algo maravilhoso que apareceu na minha vida. E a minha aula preferida, que foi com a professora Mónica Muñoz, me fez perceber que posso experimentar no mundo da padronagem e fazer coisas super espontâneas para criar minhas estampas. Então escolhi pintar algo assim, que veio das inspirações das aulas, e da minha vontade de experimentar. Admito que quando escolhi o caderno Sketchbook Grafite Mini não pensava em usar aquarela, porque a gramatura não é tão alta. Porém, me empolguei, aguei tudo, além de desenhar com canetinha, e apesar do papel ter ficado enrugado, o resultado da pintura foi bem satisfatório, então continuarei fazendo experiências e é isso aí! Hahah.

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Também ganhei um Kit de Journals Solar. Eles são ótimos para rascunhos, desenhar e escrever ideias, mas apenas com técnicas secas. Não desenhei neles porque resolvi dar de presente para uma grande amiga que veio me visitar:) Se ela deixar, depois publico os maravilhosos letterings que ela faz, hehe.

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E por fim, o mini-caderninho, que na verdade é um chaveiro porta post-it. Super legal! Não sei ainda onde pendurar, porque morro de medo de perder por aí. Mas achei super fofo, e é uma ótima ideia de presente:)

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E ufa, caderno pra caramba! Nem acreditei que ganhei tanta coisa. Vou encher todos eles de desenhos nas próximas semanas e já divulgarei nas minhas redes sociais. Para quem ainda não conhecia a Miolito, vale muito a pena olhar o site e babar em tudo que eles produzem: http://www.miolito.com.br/

Espero que tenham gostado!

Té té:)

Hasta luego, Brasil!

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Oi gente, quanto tempo! (porque né, não estou postando com tanta frequência como antes😦 ). Alias, este post será diferente dos demais, justamente porque vou contar um pouco sobre os últimos acontecimentos da minha vida que interferem no blog/página/insta/etc.

Para aqueles que querem informações importantes sem muita historinha, estas são as notícias:

  • Estou me mudando para Madri – Espanha, e ficarei um ano lá.
  • A loja virtual vai continuar funcionando normal. Eu administro tudo pela internet e minha mãe querida vai fazer as entregas❤
  • A página de facebook da Matiza, o instagram e o blog vão continuar sendo atualizados regularmente! No máximo posso ficar duas semanas sem postar (que acredito que não acontecerá).
  • O motivo de estar indo morar fora é que farei um curso de um ano sobre Design de Superfície.
  • “Vai voltar??” Siimm, vou voltar pro meu Brasilzão quando acabar o curso:)

Agora para aqueles que gostam de saber os motivos e mais informações sobre tudo que resumi acima, chega mais!

Necessidade de mudança.

Desde que me formei em Design Gráfico, arranjei meu primeiro emprego numa empresa que cria produtos para presentes e decoração de forma divertida. Eu era a que cuidava de tudo que fosse estampado em qualquer tipo de produto, desde almofadas, aventais, bolsas, camisetas, estojos, pufes, cadeiras, porta-retratos, casinhas pra cachorro, bandanas, tigelas, coleiras, etc etc. Posso dizer que já estampei mais de 50 produtos diferentes. Fiquei nesse emprego até poucos meses atrás, quando resolvi dar uma mexida na minha vida.

Eu gostava do meu trabalho, no começo foi super interessante desenhar coisas no computador que depois “magicamente” viravam produtos, mas depois de quase 3 anos, minha atividade ficou muito repetitiva, sem contar que nada era criado ao meu gosto pessoal, e quase nunca era possível fazer alguma ilustração à mão. Sinceramente cada vez mais tenho aversão ao computador, e ter que usá-lo como ferramenta principal nas minhas criações me dá zero prazer. Foi por isso que criei em 2014 a página da Matiza, para poder experimentar de novo a ilustração manual. Alias, pouco tempo antes disso, eu já estava atrás de coisas diferentes e foi quando decidi fazer um curso de um dia sobre Estamparia com a queridíssima Patrícia Capella que veio do Rio de Janeiro para Floripa pela Zupy Academy.

Mas desde quando a estamparia era um interesse? Desde criança sempre amei estampas, mas nunca pensei nisso como profissão, no meu curso só teve uma aula optativa sobre o tema, que não serviu para nada, e fora isso nunca mais estudei nem vi nada sobre. Foi pela internet que fui descobrindo empresas que fazem esse trabalho e me dei conta que muita coisa era feita a mão, lindos desenhos em aquarela, copic, lápis de cor, para no fim formar incríveis estampas. Pensei que talvez essa poderia ser minha próxima profissão! E quando soube de um curso na minha cidade, já corri para testar, e apesar de ter sido muito rápido, consegui aprender o básico e me interessar mais pelo assunto.

A oportunidade.

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Eu sempre digo para as pessoas que eu sou muito “fresca” nas minhas escolhas. Na época do vestibular, enquanto a maioria tinha dúvidas sobre milhares de cursos, eu achava impossível fazer qualquer um que não fosse Design, Arte ou Psicologia (talvez nem esse, haha). Quando me formei em Design, eu poderia trabalhar com web, branding, gestão, hipermídia, marketing, etc etc, mas eu só aceitei trabalhar com algo mais relacionado com ilustração e estampa. E no momento que tomei a decisão que queria voltar a estudar e me aperfeiçoar, não encontrei nenhum curso no Brasil que fez meus olhos brilharem. Não quer dizer que não exista coisa boa, na área de estamparia tem vários cursos legais no Rio, inclusive o que mais me recomendaram foi o do Senai Cetiqt. Mas eu que sou “fresca”, não me contentei 100% com o currículo do curso. Foi então que um ano depois, rolando a timeline do facebook tediosamente que vi alguém comentando sobre um curso em Madri. E resolvi dar uma olhada.

O curso.

Fica na cidade de Madri na Espanha, na escola IED (Istituto Europeo di Design). Eles têm sede na Espanha, Itália e Brasil. Infelizmente (ou felizmente, sei lá) aqui não tem essa Pós de um ano que escolhi. Diferente de tudo que tinha pesquisado antes, quando olhei as disciplinas, o foco do curso e as oportunidades, me apaixonei na hora por tudo aquilo e sabia que era isso que eu queria. E o que mais me chamou atenção foi que o curso se divide em vestuário, decoração e papelaria. Sem contar que tem várias aulas de atividades manuais, como bordado!! (fiquei chocada). Mas pera-lá você que está lendo agora e pensa em fazer curso nessa área. Eu estou mostrando aqui MEU ponto de vista, por isso gosto de reforçar que sou fresca com escolhas, então o que para mim não é interessante, para você pode ser o lugar ideal! Pesquise bem antes de tomar qualquer decisão e vá de acordo com seus interesses:) O curso que escolhi se chama Máster de Diseño Textil y  de Superficies, dura 9 meses, começa agora na metade de Outubro e vai até final de Julho de 2016. Ele é pago, mas felizmente eu já estava economizando faz tempo para viajar e estudar um ano de inglês no estrangeiro, então só redirecionei o dinheiro, hehe. Apesar do curso ser um investimento alto, o custo de vida em Madri se assemelha ao do Rio de Janeiro, e eu vou morar num lugar bem central, com museus, praças, universidades, tudo perto. Então abracei a oportunidade e resolvi investir em mim:)

E agora?

Agora agora, estou no aeroporto do Galeão escrevendo este post enquanto espero o vôo para Madri, hehe. Pois então, o blog vai sofrer algumas mudanças, no bom sentido! Para aqueles que vinham pela aquarela e as ilustrações, agora poderão acompanhar minhas aventuras pela estamparia. Se acharem interessante, posso fazer alguns posts contanto mais como é o curso, e também a vida artística aqui em Madri. A loja vai continuar com atualizações, talvez não tão frequentes, mas o funcionamento ficará o mesmo! Eeeee, morro de vontade de começar a fazer vídeos, então aguardem novidades😀

Objetivos finais.

Para aqueles que ficaram confusos, tipo, “mas você já não tem uma loja? Já não trabalha com ilustração? Como a estamparia vai ser encaixar em tudo isso? O resto vai ser abandonado?” Nããooo… o que decidi pra minha vida é que não quero ficar sempre fazendo o mesmo. A estamparia apenas vai se juntar a tudo que já estou fazendo, e cada vez mais eu irei abrir meu leque para criações diversas, até onde minha imaginação deixar:) Quero fazer cada vez mais produtos diferentes, mais livros, e o que vier!

Extra.

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Você que leu até aqui e está se sentindo inseguro com a vida, com sua profissão, curso ou o que seja e acha que tudo que contei foi muito bem calculado e naturalmente decidido, aviso que não. Eu estive em crise desde a época de caloura, até meses atrás eu ainda não fazia ideia do que fazer com a minha vida, e foi indo atrás de coisas diferentes que fui conseguindo me encontrar, e aos poucos as coisas vão aparecendo. Não que agora eu esteja com tudo resolvido, apenas estou em um momento de alívio mental e ansiosa pelas coisas novas que me esperam! Então não desanime😀

E por enquanto é isso, minha gente.

Hasta luego!

Passo a passo – “Tropical”

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Já faz um tempinho que não publico um Passo a Passo. Desta vez vou mostrar como fiz a pintura “Tropical”, que agora já está como estampa de camiseta no meu site! http://www.luizanormey.com.br❤

Bom, eu criei essa ilustração já faz uns 2 meses ou mais, e eu nem lembrava como tinha sido o processo exatamente. Por sorte tirei fotos e me surpreendi que usei umas técnicas diferentes nessa criação! Então vamos lá😀

Parte 1 – O desenho.

Eu já estava com a ideia na cabeça de fazer uma menina cacheada com plantas tropicais no cabelo, e como fazia tempo que eu não desenhava esse tipo de vegetação, fui procurar referências no google imagens, pinterest, etc. O diferencial neste desenho é que resolvi testar usar lápis de cor para substituir o clássico grafite. Cada elemento foi desenhado com uma cor específica, o rosto com lápis marrom, as folhas escuras com lápis verde escuro, as flores laranjas com lápis laranja, e assim por diante. Usei essa técnica para evitar que o lápis grafite apareça na pintura, que é algo comum acontecer, e me incomoda um pouco. As desvantagens de fazer dessa forma com lápis de cor, é que fica muito mais difícil de apagar se você errar, e dá um trabalho extra ficar trocando de lápis a cada elemento com cor diferente.

Materiais utilizados:

  • Caixa de lápis de cor aquarelável da Faber-Castell de 36 cores
  • Folha do bloco da Canson Aquarela 300g/m², tamanho A4

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Parte 2 – A pintura.

Materiais utilizados:

  • Pincéis pelo de marta
  • Pincel com reservatório da Pilot Japan
  • Aquarela de pastilha da Winsor & Newton Cotman Water Colour
  • Aquarela de bisnaga da Winsor & Newton Cotman Water Colour
  • Lápis de cor aquarelável da Faber-Castell de 36 cores
  • Caneta branca 1M da Posca
  • Caneta amarela 5M da Posta

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Com aquarela fui pintando a base de todos os elementos (rosto, folhas, flores), com cores não muito saturadas, para depois ir acrescentando sombras e detalhes.

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Ah, um agradecimento especial a Jujuy, que estava me dando força moral e enviando energias positivas aos meus materiais de pintura😀

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Com o pincel-reservatório pintei todo o cabelo de preto e os olhos.

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Depois de preencher quase toda a base da pintura, comecei a acrescentar sombras e cores mais fortes na folhagem, e esperei a tinta secar. Depois de tudo seco, usei lápis de cor para desenhar linhas nas folhas e flores, representando os nervos e texturas das plantas.

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Também acrescentei sombra no rosto com aquarela, e uma tentativa (que falhou, haha) em pintar um rosadinho nas bochechas. Depois disso senti falta de mais vegetação em volta do cabelo, então acrescentei umas folhinhas perdidas nas bordas.

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Todos os detalhes que seguem até a finalização da pintura eu não cheguei a tirar fotos😦 Isso porque começou a ficar de noite e o flash da minha câmera deixa tudo terrível. Então vou tentar explicar o melhor que der sobre os próximos passos.

No cabelo pintei linhas cacheadas com aquarela preta bem saturada, e no rosto reforcei os contornos com um tom de pele mais escuro e alanjado que foi a mesma cor usada na boca. Acrescentei sardas para disfarçar o blush mal sucedido, hahah. Os olhos e sobrancelhas eu pintei apenas com aquarela. As folhinhas em volta do cabelo fiz o mesmo processo de antes, pintei as sombras com tinta e as linhas com lápis de cor. Por fim, senti que faltava alguma coisa e resolvi testar pela primeira vez as canetas Posca que eu tinha ganho de aniversário❤ Usei branco e amarelo para decorar a folhagem com linhas e pontos. Achei viciante! Quero fazer mais pinturas com essas canetas, recomendo!

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E é isso! O desenho teve tanto sucesso que virou camiseta:)

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Espero que tenham gostado!

Té té.

 

Inspirações – Simplicidade.

Olá, o post de hoje será sobre algo que prometi quando inaugurei o blog e nunca fiz: falar sobre minhas inspirações! Quem sabe esses artistas inspiram vocês também:)

Tenho milhares de pessoas para citar, mas hoje começarei com aqueles que admiro imensamente a habilidade de desenhar com simplicidade. Poucas linhas, poucas cores, sem extras, firulas, sombras e ornamentos, são imagens que com pouco falam muito. Para mim fazer arte assim ainda é um desafio. E aqui falarei um pouco sobre duas artistas brasileiras que na minha opinião possuem esse estilo e o executam muito bem!

Manzanna.

Conheci o trabalho da Anna Mancini ano passado através dessa tirinha postada na página de facebook da Batata Frita Murcha:

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Fiquei fascinada com o estilo gráfico e de narrativa da artista, e já fui procurar todos os meios onde ela posta seus trabalhos. Li em uma entrevista da Modefica que ela mora em Juiz de Fora – MG. Não fiquei surpresa, coincidentemente sempre adoro artistas mineiros! Fotógrafos, pintores, escritores, ô terrinha boa! (Mas nunca visitei😦 ) E ela trabalha já a um tempo como ilustradora freelancer e publica quadrinhos pela página Quadrinhos Insones, além de zines que lança de forma independente.

Sua técnica principal é o nanquim, sendo a maioria das ilustrações em preto e branco. Dá para perceber que em suas imagens os contrastes são criados a partir de áreas pintadas de preto, as sombras são representadas com pontos e o resto do desenho é pura linha. No seu tumblr ela conta como finaliza suas artes, aqui.

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De vez em quando ela usa aquarela, normalmente não mais que uma cor ou duas. Acho lindo demais❤

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E ultimamente ando acompanhando mais o trabalho dela pelo instagram, onde posta ilustrações em andamento (que é a minha parte favorita de qualquer desenho), e experimentações com diferentes técnicas, como essa que foi pintada com canetinha:

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Para ver mais do seu trabalho, sigam ela nas redes sociais:

Facebook: https://www.facebook.com/manzannna
Instagram: https://instagram.com/nnamanza/
Tumblr: http://manzannna.tumblr.com/

oh-oh, lelê.

Descobri esta artista acho que este ano pelo instagram, e me apaixonei de cara pela simplicidade de seus desenhos. A lelê é a Letícia Heger de Porto Alegre – RS. Até cheguei a encontrar uns lambes dela pela cidade quando fui lá. Pelo que vi até agora, sua técnica predominante é o nanquim, além dos trabalhos com colagem que ela também faz. O que eu mais gosto são as fotos que publica no instagram de partes do seu caderno com algum mini desenho, como estes:

simples

Quando eu era mais nova sempre me surpreendia com ilustrações mais elaboradas, realistas, cheias de cores, sombra, luz, etc. Hoje, esse estilo para mim passa despercebido, mas traços como os da oh-lelê, me apaixonam. Conseguir com apenas algumas linhas criar uma imagem tão encantadora, eu acho um grande desafio! E por isso admiro tanto quem faz esse tipo de trabalho.

Aqui uma palhinha da coleção de signos que ela postou no instagram (gêmeos – câncer – leão):

signos

A oh-lelê também tem loja, onde vende camisetas, cartazes, lambes, pratos, adesivos e outras coisas, e agora está oferecendo serviços de desenhar na sua parede!

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E se não bastasse estar em tantas superfícies diferentes, até tatuagens as pessoas estão fazendo. Eu acho que super combina os desenhos dela com tattoo, e admito que fiquei com vontade de ter uma também❤

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Você pode encontrar a oh-lelê nas redes sociais:

Loja: http://www.loxinhadalele.com.br/
Facebook: https://www.facebook.com/ohohlele
Instagram: https://instagram.com/ohoh.lele/

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E é isso! Gostaram das indicações?
Vou tentar lembrar de fazer este tipo postagem com mais frequência:)

Até a próxima!

Não sei o que desenhar!

Oi gente, tudo bem?

Antes de começar o post só queria compartilhar um grande acontecimento recente (para mim) que é a inauguração da minha loja virtual!❤ Nem acredito que ela existe! O link é este aqui: www.luizanormey.com.br e por enquanto só tem pôsteres das minhas artes, mas em breve mais produtos chegarão! Espero que gostem:)

Bom, o assunto de hoje é sobre uma reclamação que ouço muito, eu inclusive passo por isso quase sempre e até pouco tempo atrás era um grande problema para mim: não saber o que desenhar. O fato de não ter nenhuma ideia pode chegar a ser bem frustrante e ajuda na desistência. As vezes passo dias só pensando e tentando ter alguma luz, e quando consigo, faço a ilustração em uma hora. Chega até ser ridículo, hehe. Mas esse problema pode estar inserido em vários contextos diferentes, alguns mais críticos que outros. Que para mim são:

  • Você ilustra com muita frequência mas está sem ideias
  • Você ilustra as vezes e ainda não achou seu estilo
  • Você só consegue desenhar copiando

Eu já passei por todos os contextos, então vou contar o que me ajudou (e ajuda) a superar essa crise artística.

Misturar referências.

Faço isso muito quando fico totalmente bloqueada. Principalmente nas fases de só saber copiar e de ainda não ter um estilo próprio. O que eu faço nesse caso é ir direto para meus bancos de imagens. O lugar onde encontro mais inspirações é o Pinterest. Um site onde você pode ter pastas de referências do mundo inteiro, só “pinando” e agregando as imagens nos painéis que você cria no seu perfil. Meus painéis mais úteis na hora de buscar inspiração são os de: ilustração, pintura, cores e padrões. E para referências fotográficas eu gosto de procurar no Tumblr.

Posso usar como exemplo uma das minhas ilustrações mais conhecidas, a Girafa. A ideia nasceu de uma conversa com um amigo (valeu Wal:) ) em que eu não sabia o que desenhar. Ele então sugeriu uma girafa, porque ele gosta de girafa. Agora eu tinha um tema, mas o que fazer com ele? Primeiro precisava encontrar uma girafa como base. Para isso fui direto no tumblr e achei este gif muito simpático:

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Já sabia como seria a pose da minha girafa! Agora faltavam as cores. De que forma colorir? Não queria me prender as cores reais, então fui procurar inspiração no pinterest. Achei este maravilhoso gato em aquarela:

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Aquarela por Sheila Gill

Adorei essa pintura pelo fato da artista ter substituído as cores escuras (que no gato real deviam ser preto, cinza ou marrom) por azul, verde e roxo. Esse detalhe acabou criando uma singularidade na obra mesmo ela sendo uma representação bem realista do animal. Então decidi fazer isso também e substituir os tons terrosos da girafa por ocre, laranja e rosa, e as partes pretas/marrons por verde escuro em degradê com o preto. E por fim, senti que faltava mais alguma coisa na pintura e achei esta referência:

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Aquarela por Furry Little Peach

Onde a artista insere formas, padrões, ornamentos, entre outras estilizações para personalizar a pintura. E assim com lápis de cor e canetinha branca de gel fui acrescentando os detalhes na girafa. O resultado final ficou assim:

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A frase “Oi estranho” não veio de lugar nenhum, eu olhei para a girafa e senti que ela estava me dizendo isso, hahah.

Aprender novas técnicas.

Uma solução que acho muito boa e enriquecedora na hora de encontrar um tema para desenhar é a do exercício técnico. Você escolhe algo novo para aprender, tanto na parte de ilustração ou na de pintura, e a partir dai cria uma ideia. Eu tenho vários desenhos que surgiram desse estudo de novas técnicas. Por exemplo, encontrei este vídeo no youtube que ensina a pintar galáxia com tinta acrílica:

E disso saiu esta mini pintura:

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Outro exemplo foi quando quis testar a técnica de aquarela com nanquim usando esta imagem como referência:

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Aquarela por Miss Capricho

E saiu esta padronagem:

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E assim você vai experimentando. Pelo menos uma vez por mês é legal testar algo novo. Isso ajuda muito a soltar a criatividade:)

Reviver a infância e explorar interesses atuais.

Estou colocando essas duas dicas juntas porque no meu caso elas sempre acabam se misturando. É um ótimo exercício para quem está procurando seu estilo, seu diferencial como artista. No meu caso eu fui primeiro desenhando sem pensar para depois me dar conta que estava retratando meus gostos e minha infância. E foi assim que fui descobrindo um padrão.

– O mar.

Quando eu queria pintar algo relaxante, silencioso e profundo, sempre me vinha na cabeça o mar. Ele está presente na minha infância e no meu presente. Tenho a sorte de viver perto dele, e quando quero esquecer de tudo, vou para o mar, e fico à deriva lá no fundo, sozinha e no silêncio. Foi assim sem pensar que fiz estas aquarelas, e descobri parte do meu estilo:

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– No meio da natureza.

Quando eu era criança sempre brincava no meio do mato, subia em árvores e dormia na grama. E por alguma razão sempre sonhava que eu era um ser bem pequeno que morava no meio da floresta, e ficava protegida entre a folhagem. Hoje em dia ainda gosto de entrar em matas fechadas, principalmente tropicais, e toda vez que vejo um esconderijo natural, tenho vontade de ficar ali. Dessa pira que surgiu minha coleção de meninas no meio da natureza:

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– Cachos

E por fim, um assunto que faz parte da minha identidade: meu cabelo. Quando eu era nova, quase nunca desenhava alguém de cabelo cacheado, só quando eu tinha que me retratar. E isso refletia muito em como eu me sentia comigo mesma, em quem eu queria ser. Hoje, muito pelo contrário, tenho vontade de sempre pintar cachos e afros, e é um assunto cada vez mais presente na minha vida, meu cabelo virou minha identidade. Todo artista desenha indiretamente a si mesmo, então não se preocupe quando seus amigos reclamam “você sempre se desenha!”, hahah.

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Estes exemplos que citei são os únicos casos em que a ideia da pintura brotou com muita naturalidade, sem precisar racionar. É em essa situação que você começa a descobrir seu estilo, e a partir dai fica muito mais fácil sair do bloqueio do “não sei o que desenhar”.

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E bom, essas são minhas dicas! Espero que sejam úteis para vocês:)

Té té!

 

Passo a passo – “Girassol”

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Desta vez vou furar a fila do passo a passo com a minha mais nova ilustração! Muitos pediram, então aqui vai meu processo de criação da arte “Girassol”:)

Parte 1 – O desenho.

Foi algo bem simples, não queria usar muito lápis então só desenhei a cabeça da menina e uma parte do corpo.

Materiais utilizados:

  • Lapiseira 0.3 da Pentel com grafite B da Pilot
  • Borracha da Coca-Cola
  • Folha do bloco da Canson Aquarela 300g/m², tamanho A4

Parte 2 – A pintura.

Materiais utilizados:

  • Pincéis pelo de marta
  • Pincel com reservatório da Pilot Japan
  • Aquarela de pastilha da Winsor & Newton Cotman Water Colour
  • Aquarela de bisnaga da Winsor & Newton Cotman Water Colour
  • Lápis de cor aquarelável da Faber-Castell de 36 cores
  • Caneta de gel branca da Uni-ball Signo

Como eu queria uma pintura mais orgânica, resolvi não esboçar a lápis a parte dos girassóis, então diretamente com o pincel fui fazendo manchas marrons, depois pétalas amarelas e acrescentando cabos e folhas verdes em cada flor que se formava. Minha tática foi pegar várias imagens de girassóis no google e ir usando como referência na hora da pintura.

O rosto da menina eu comecei testando uma técnica de sombra que vi outros artistas fazendo, que é sombrear antes do rosto ser totalmente pintado. Fiz algo bem aguado em azul, com medo de ficar muito forte. (Mais pra frente perco o medo, hehe)

Algo que dá para reparar é que usei cores muito fraquinhas, bem aguadas, isso porque eu não tinha certeza das tonalidades finais que eu gostaria de alcançar. Sempre uso essa técnica quando estou em dúvida sobre as cores, hehe.

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Continuei pintando girassóis, inclusive com tons diferentes de verde por pura preguiça de ficar misturando mais tinta para chegar no tom certo (não façam isso em casa, crianças. haha). E fiz um degradê no cabelo, começando pela parte de fora com um amarelo claro, e enquanto a tinta ainda estava molhada fui acrescentando tons de amarelo mais escuros, até chegar no ocre. O rosto eu reforcei a sombra com marrom bem escuro, já que a pele dela ia ser negra, então a sombra teria que ser bem forte para dar bom contraste. Para não ficar uma sombra marcada, eu gosto de usar o pincel com reservatório que ele permite “esfumaçar” a tinta de um jeito surreal. Muito bom, recomendo!

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Depois da sombra seca, preenchi todo o rosto de marrom menos a boca. Enquanto a tinta ainda estava um pouco úmida, acrescentei um leve rosadinho nas bochechas. Quando o rosto secou, pintei a boca com esse mesmo tom (uma mistura aguada de marrom com magenta). Depois de tudo seco pintei com um pincel bem fininho um contorno no rosto com marrom mais escuro. E com um marrom quase preto fiz os cílios e a sobrancelha.

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Com a menina praticamente pronta, fui ajeitar o matagal multicolorido, hehe. Como tudo estava pintado com cores bem fraquinhas, escolhi os tons definitivos e fui pintando por cima. Mais amarelo nas pétalas, mais marrom nos miolos da flor e o meio mais escuro, e também escolhi um verde forte que conseguiu ficar por cima de todos aqueles tons aleatórios iniciais que eu tinha feito na folhagem.

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Tendo a base toda pronta, comecei a fazer os detalhes. Com lápis de cor marrom fui pontilhando os miolos dos girassóis e com um lápis ocre fiz umas sombrinhas nas pétalas. Para desenhar os nervos das folhas usei a caneca gel branca.

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Eu gosto de usar o lápis de cor aquarelável para consertar algumas coisas na pintura. Neste caso pintei com lápis marrom algumas partes da pele para realçar a sombra, e com lápis ocre arrumei algumas falhas do cabelo.

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E no fim fiz uma alteração depois de ter postado o desenho nas minhas redes sociais (ops!), que foi cobrir todas as áreas brancas da folhagem com lápis de cor verde musgo + verde escuro. Isso porque eu estava sentindo que a menina parecia estar com o corpo cortado :s Hehehe, fiquei agoniada e tive que mexer nisso.

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E pronto!

Se tiver alguma outra ilustração na minha página que vocês queiram saber como foi o processo de criação, me avisem!:)

Té max!