Inspirações – Simplicidade.

Olá, o post de hoje será sobre algo que prometi quando inaugurei o blog e nunca fiz: falar sobre minhas inspirações! Quem sabe esses artistas inspiram vocês também 🙂

Tenho milhares de pessoas para citar, mas hoje começarei com aqueles que admiro imensamente a habilidade de desenhar com simplicidade. Poucas linhas, poucas cores, sem extras, firulas, sombras e ornamentos, são imagens que com pouco falam muito. Para mim fazer arte assim ainda é um desafio. E aqui falarei um pouco sobre duas artistas brasileiras que na minha opinião possuem esse estilo e o executam muito bem!

Manzanna.

Conheci o trabalho da Anna Mancini ano passado através dessa tirinha postada na página de facebook da Batata Frita Murcha:

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Fiquei fascinada com o estilo gráfico e de narrativa da artista, e já fui procurar todos os meios onde ela posta seus trabalhos. Li em uma entrevista da Modefica que ela mora em Juiz de Fora – MG. Não fiquei surpresa, coincidentemente sempre adoro artistas mineiros! Fotógrafos, pintores, escritores, ô terrinha boa! (Mas nunca visitei 😦 ) E ela trabalha já a um tempo como ilustradora freelancer e publica quadrinhos pela página Quadrinhos Insones, além de zines que lança de forma independente.

Sua técnica principal é o nanquim, sendo a maioria das ilustrações em preto e branco. Dá para perceber que em suas imagens os contrastes são criados a partir de áreas pintadas de preto, as sombras são representadas com pontos e o resto do desenho é pura linha. No seu tumblr ela conta como finaliza suas artes, aqui.

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De vez em quando ela usa aquarela, normalmente não mais que uma cor ou duas. Acho lindo demais ❤

aquarela

E ultimamente ando acompanhando mais o trabalho dela pelo instagram, onde posta ilustrações em andamento (que é a minha parte favorita de qualquer desenho), e experimentações com diferentes técnicas, como essa que foi pintada com canetinha:

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Para ver mais do seu trabalho, sigam ela nas redes sociais:

Facebook: https://www.facebook.com/manzannna
Instagram: https://instagram.com/nnamanza/
Tumblr: http://manzannna.tumblr.com/

oh-oh, lelê.

Descobri esta artista acho que este ano pelo instagram, e me apaixonei de cara pela simplicidade de seus desenhos. A lelê é a Letícia Heger de Porto Alegre – RS. Até cheguei a encontrar uns lambes dela pela cidade quando fui lá. Pelo que vi até agora, sua técnica predominante é o nanquim, além dos trabalhos com colagem que ela também faz. O que eu mais gosto são as fotos que publica no instagram de partes do seu caderno com algum mini desenho, como estes:

simples

Quando eu era mais nova sempre me surpreendia com ilustrações mais elaboradas, realistas, cheias de cores, sombra, luz, etc. Hoje, esse estilo para mim passa despercebido, mas traços como os da oh-lelê, me apaixonam. Conseguir com apenas algumas linhas criar uma imagem tão encantadora, eu acho um grande desafio! E por isso admiro tanto quem faz esse tipo de trabalho.

Aqui uma palhinha da coleção de signos que ela postou no instagram (gêmeos – câncer – leão):

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A oh-lelê também tem loja, onde vende camisetas, cartazes, lambes, pratos, adesivos e outras coisas, e agora está oferecendo serviços de desenhar na sua parede!

coisas

E se não bastasse estar em tantas superfícies diferentes, até tatuagens as pessoas estão fazendo. Eu acho que super combina os desenhos dela com tattoo, e admito que fiquei com vontade de ter uma também ❤

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Você pode encontrar a oh-lelê nas redes sociais:

Loja: http://www.loxinhadalele.com.br/
Facebook: https://www.facebook.com/ohohlele
Instagram: https://instagram.com/ohoh.lele/

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E é isso! Gostaram das indicações?
Vou tentar lembrar de fazer este tipo postagem com mais frequência 🙂

Até a próxima!

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Não sei o que desenhar!

Oi gente, tudo bem?

Antes de começar o post só queria compartilhar um grande acontecimento recente (para mim) que é a inauguração da minha loja virtual! ❤ Nem acredito que ela existe! O link é este aqui: www.luizanormey.com.br e por enquanto só tem pôsteres das minhas artes, mas em breve mais produtos chegarão! Espero que gostem 🙂

Bom, o assunto de hoje é sobre uma reclamação que ouço muito, eu inclusive passo por isso quase sempre e até pouco tempo atrás era um grande problema para mim: não saber o que desenhar. O fato de não ter nenhuma ideia pode chegar a ser bem frustrante e ajuda na desistência. As vezes passo dias só pensando e tentando ter alguma luz, e quando consigo, faço a ilustração em uma hora. Chega até ser ridículo, hehe. Mas esse problema pode estar inserido em vários contextos diferentes, alguns mais críticos que outros. Que para mim são:

  • Você ilustra com muita frequência mas está sem ideias
  • Você ilustra as vezes e ainda não achou seu estilo
  • Você só consegue desenhar copiando

Eu já passei por todos os contextos, então vou contar o que me ajudou (e ajuda) a superar essa crise artística.

Misturar referências.

Faço isso muito quando fico totalmente bloqueada. Principalmente nas fases de só saber copiar e de ainda não ter um estilo próprio. O que eu faço nesse caso é ir direto para meus bancos de imagens. O lugar onde encontro mais inspirações é o Pinterest. Um site onde você pode ter pastas de referências do mundo inteiro, só “pinando” e agregando as imagens nos painéis que você cria no seu perfil. Meus painéis mais úteis na hora de buscar inspiração são os de: ilustração, pintura, cores e padrões. E para referências fotográficas eu gosto de procurar no Tumblr.

Posso usar como exemplo uma das minhas ilustrações mais conhecidas, a Girafa. A ideia nasceu de uma conversa com um amigo (valeu Wal 🙂 ) em que eu não sabia o que desenhar. Ele então sugeriu uma girafa, porque ele gosta de girafa. Agora eu tinha um tema, mas o que fazer com ele? Primeiro precisava encontrar uma girafa como base. Para isso fui direto no tumblr e achei este gif muito simpático:

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Já sabia como seria a pose da minha girafa! Agora faltavam as cores. De que forma colorir? Não queria me prender as cores reais, então fui procurar inspiração no pinterest. Achei este maravilhoso gato em aquarela:

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Aquarela por Sheila Gill

Adorei essa pintura pelo fato da artista ter substituído as cores escuras (que no gato real deviam ser preto, cinza ou marrom) por azul, verde e roxo. Esse detalhe acabou criando uma singularidade na obra mesmo ela sendo uma representação bem realista do animal. Então decidi fazer isso também e substituir os tons terrosos da girafa por ocre, laranja e rosa, e as partes pretas/marrons por verde escuro em degradê com o preto. E por fim, senti que faltava mais alguma coisa na pintura e achei esta referência:

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Aquarela por Furry Little Peach

Onde a artista insere formas, padrões, ornamentos, entre outras estilizações para personalizar a pintura. E assim com lápis de cor e canetinha branca de gel fui acrescentando os detalhes na girafa. O resultado final ficou assim:

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A frase “Oi estranho” não veio de lugar nenhum, eu olhei para a girafa e senti que ela estava me dizendo isso, hahah.

Aprender novas técnicas.

Uma solução que acho muito boa e enriquecedora na hora de encontrar um tema para desenhar é a do exercício técnico. Você escolhe algo novo para aprender, tanto na parte de ilustração ou na de pintura, e a partir dai cria uma ideia. Eu tenho vários desenhos que surgiram desse estudo de novas técnicas. Por exemplo, encontrei este vídeo no youtube que ensina a pintar galáxia com tinta acrílica:

E disso saiu esta mini pintura:

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Outro exemplo foi quando quis testar a técnica de aquarela com nanquim usando esta imagem como referência:

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Aquarela por Miss Capricho

E saiu esta padronagem:

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E assim você vai experimentando. Pelo menos uma vez por mês é legal testar algo novo. Isso ajuda muito a soltar a criatividade 🙂

Reviver a infância e explorar interesses atuais.

Estou colocando essas duas dicas juntas porque no meu caso elas sempre acabam se misturando. É um ótimo exercício para quem está procurando seu estilo, seu diferencial como artista. No meu caso eu fui primeiro desenhando sem pensar para depois me dar conta que estava retratando meus gostos e minha infância. E foi assim que fui descobrindo um padrão.

– O mar.

Quando eu queria pintar algo relaxante, silencioso e profundo, sempre me vinha na cabeça o mar. Ele está presente na minha infância e no meu presente. Tenho a sorte de viver perto dele, e quando quero esquecer de tudo, vou para o mar, e fico à deriva lá no fundo, sozinha e no silêncio. Foi assim sem pensar que fiz estas aquarelas, e descobri parte do meu estilo:

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– No meio da natureza.

Quando eu era criança sempre brincava no meio do mato, subia em árvores e dormia na grama. E por alguma razão sempre sonhava que eu era um ser bem pequeno que morava no meio da floresta, e ficava protegida entre a folhagem. Hoje em dia ainda gosto de entrar em matas fechadas, principalmente tropicais, e toda vez que vejo um esconderijo natural, tenho vontade de ficar ali. Dessa pira que surgiu minha coleção de meninas no meio da natureza:

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– Cachos

E por fim, um assunto que faz parte da minha identidade: meu cabelo. Quando eu era nova, quase nunca desenhava alguém de cabelo cacheado, só quando eu tinha que me retratar. E isso refletia muito em como eu me sentia comigo mesma, em quem eu queria ser. Hoje, muito pelo contrário, tenho vontade de sempre pintar cachos e afros, e é um assunto cada vez mais presente na minha vida, meu cabelo virou minha identidade. Todo artista desenha indiretamente a si mesmo, então não se preocupe quando seus amigos reclamam “você sempre se desenha!”, hahah.

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Estes exemplos que citei são os únicos casos em que a ideia da pintura brotou com muita naturalidade, sem precisar racionar. É em essa situação que você começa a descobrir seu estilo, e a partir dai fica muito mais fácil sair do bloqueio do “não sei o que desenhar”.

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E bom, essas são minhas dicas! Espero que sejam úteis para vocês 🙂

Té té!