Oficina Estamparia Manual

estampa-folhas

[FLORIANÓPOLIS]

Sábado, 24 de Junho de 2017.
14:00 – 19:00

R$ 200
oficina + materiais

Ministrante: Luiza Normey

INSCRIÇÕES:
luizamatiza@gmail.com

A oficina é voltada para aqueles que querem aprender a estampar de forma manual em diversas superfícies, com ênfase no têxtil.

REQUISITOS

Basta gostar de estampas e ter vontade de aprender. Aqui não precisa saber desenhar 🙂

Idade mínima: 12 anos.

PROGRAMAÇÃO

  • Apresentação de referências
  • Criação de carimbos
  • Prática com diferentes formas de estampar
  • Criação manual de rapport (padronagem)
  • Estampação no tecido com os carimbos desenvolvidos


MATERIAIS NECESSÁRIOS

  • Tesoura (e estilete, se tiver)
  • Cola bastão
  • Avental ou camiseta velha (para não manchar a roupa)
  • Lápis e borracha
  • Régua (se quiser fazer estampas geométricas)
  • Ideias de figuras para os carimbos (figurativas, abstratas, geométricas, o estilo que preferir)

MATERIAIS FORNECIDOS PELA PROFESSORA

  • Tecido, tinta, materiais para criar os carimbos.


ENDEREÇO:
Rua Altenor Viêira, 305. Apto. 202
Lagoa da Conceição – Florianópolis – SC.

[FOTOS OFICINAS ANTERIORES]

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Minha 1ª exposição

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Como dizem por aí, “a primeira exposição a gente nunca esquece” :p

Recebi o convite quando ainda estava na metade da minha Pós na Espanha, da Rafaela do Garupa, que encontrou meu trabalho na internet. O Garupa é uma bicicletaria aqui em Florianópolis que tem uma pegada diferente. Além de toda a decoração do espaço parecer mais um café que um lugar para consertar bicicletas, eles tiveram a grande ideia de deixar disponível uma das paredes do espaço para exposições temporárias de artistas locais. E assim, escolhi uma data bem lá pra frente, para ter certeza que estaria no Brasil.

O dia marcado era 30 de Setembro, mas já no começo de Agosto, logo depois que voltei da Espanha, comecei a fritar os miolos para decidir qual seria o tema da exposição. Não queria simplesmente pendurar na parede minhas aquarelas de sempre, e pensei em produzir coisas novas, mas tava difícil decidir. Foi aí que decidi aproveitar que fiquei um ano inteiro estudando estampas e desenvolvendo vários projetos legais, que poderia usar isso como tema. Como pra mim os rascunhos dos artistas é o que mais me interessa, assim como os processos para chegar à obra final, resolvi mostrar essa parte do meu trabalho. Eu já tinha as aquarelas, as estampas e alguns produtos feitos, mas muito poucos. Foi então que na metade do mês conheci de perto o trabalho da Carol Grilo da FofysFactory e me encantei pela fofura e qualidade dos produtos! Eu estava com quase 30 estampas guardadas, morrendo de vontade de serem estampadas por aí, e propus uma parceria entre a gente. Além disso, teríamos o desafio de conseguir imprimir num tecido de qualidade e costurar alguns produtos a tempo para levar para a exposição. Não sei como, mas conseguimos 🙂 (agradecimentos especiais ao grupo do facebook Estudos em Design de Superficie que me ajudaram a encontrar fornecedor ❤ ).

Como chegaram as estampas impressas:

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Resolvido o tema dos produtos, agora faltava planejar como pendurar tudo na parede. Essa parte foi difícil, haha. Tentei montar no computador, tentei desenhar no papel, mas o que melhor funcionou foi botar a mão na massa. Arranjei uma parede grande da minha casa e tirei todos os quadros. Com fita crepe e outras gambiarras fui pendurando as coisas. A lógica era expor de uma forma que desse para entender a transição aquarela-estampa-produto. Ó uma foto do momento, hehe:

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Porém, os últimos retoques eu fiz colocando tudo no chão e assim foi mais fácil visualizar tudo junto. (Não encontrei essa foto 😦 )

A única coisa que ainda faltava decidir era como expor as aquarelas originais. Eu não queria enquadrar, porque elas não eram pinturas finais, e sim processos para chegar às estampas. Mas colar diretamente na parede não parecia uma opção legal. Desta vez agradeço ao meu irmão por se tornar marceneiro e deixar madeiras por toda a casa. Encontrei uns pedaços por aí e consegui pensar numa solução!

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E assim ficou no dia:

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Apesar da exposição ser minha, nada teria ficado como ficou se não fosse pelo meu irmão que montou tudo, minha mãe que ajudou nas ideias e na montagem, do meu pai que fez várias engenhocas para pendurar as coisas, do meu amigo Walter por me ajudar nas ideias para expor e a Carol por topar fazer os produtos e deixar pendurar eles na parede, hehe.

Além dessa parte, também no dia da exposição tinha uma mesa com cadernos e postais para vender com as estampas expostas e uma amostra de outros itens de tecido da parceria Luiza Normey para FofysFatory.

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Eu e a Carol segurando o produto que cada uma fez :p

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No dia da abertura, 30 de Setembro de 2016, foram vários amigos, familiares e desconhecidos prestigiar a exposição 🙂 Fiquei bem feliz! Este post é para aqueles que estão longe e não têm como ir. Aos que estão perto e ainda não foram, dá para aparecer no Garupa esta segunda, terça e quarta das 10h às 20h. Pois na quinta tudo será desmontado.

Ah! Também fiquei feliz que o coordenador da minha Pós, Ivan Soldo, me convidou para uma entrevista com a escola onde estudei, o IED. Então para quem fala espanhol, aqui vai o link 🙂

http://master.iedmadrid.com/noticias/luiza-normey-master-diseno-textil-superficies/

 

E é isso!

Espero que tenham gostado do meu relato “Por trás da Exposição”, haha. E que venham as próximas 😀 😀

Té té!

 

Projeto Estamparia – “Frutas España”

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Este post está na minha pasta de  rascunhos faz muito tempo, e resolvi finalmente finalizá-lo para mostrar pra vocês. Para os que não sabem, acabei de voltar da Espanha onde estive 10 meses estudando uma Pós em estamparia. Durante o curso fizemos milhares de projetos, e entre eles, três foram mais importantes. O primeiro deles é este que contarei como foi minha experiência criando a primeira coleção de estampas da minha vida, hehe. Como é difícil encontrar processos de estamparia por aí, vou seguir o mesmo esquema de passo a passo do blog, e contar como foi todo meu desenvolvimento criativo 🙂

O briefing.

Consistia em criar uma coleção de estampas para roupas e produtos para a marca espanhola La Casita de Wendy. Uma das sócias é a Inés Aguilar, que também é diretora do Máster. Apesar do estilo da marca ter que ser levado em conta, foi dada uma certa liberdade também para que pudéssemos descobrir nosso próprio estilo. O exigido era que o conceito da coleção contasse uma história.

O conceito.

Eu queria fazer sobre um tema que estivesse relacionado com a minha vida na Espanha e ao mesmo tempo ser algo legal de ilustrar. Quando eu era criança morei em Sevilla e nessa época eu adorava comer as frutas do verão, como morango, cereja, romã e pêssego. Como não são típicas do nosso clima brasileiro, esses sabores ficaram na minha memória de criança como frutas relacionadas à minha vivência na Espanha. Resumindo, meu conceito ficou: Frutas da minha infância na Espanha. (Nada pessoal, hahaha)

Rascunhos – Parte 1.

Como era minha primeira vez fazendo estampas, comecei rascunhando todo tipo de estilo que vinha na cabeça, para depois receber o feedback da professora. Para ser bem sincera eu estava bem confusa e não sabia como compor as imagens, nem que elementos usar, etc etc. Estas foram as primeiras tentativas:

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Além dessas composições que fiz, também mostrei meu caderno de aquarela onde tinham meus estudos. E para minha surpresa, a professora preferiu meus rascunhos do caderno do que todas essas estampas. Estas são algumas páginas do caderno:

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E por fim, isso me deu uma luz e resolvi fazer tudo de novo. Adotando a estética do meu caderno de pinturas despretenciosas. AH, e não menos importante, este maravilhoso caderno é um dos que a Miolito me deu de presente ❤ Ele me acompanhou durante todo o curso, e em breve mostrarei ele completo aqui no blog!

Rascunho – Parte 2.

A nova estética definida seria misturar manchas de aquarela com rabiscos em nanquim preto. Resolvi ir pintando sem muito planejamento para ver onde chegava. Com as páginas sendo preenchidas, as cores começaram a ficar mais repetitivas e surgiu uma paleta. Além das frutas citadas, outros elementos que escolhi foram as folhas, sementes e meninas ❤

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Pinturas finais.

Depois de finalmente definir uma paleta de cor, os elementos, a estética, e os temas de cada estampa, comecei a pintar diretamente no papel, sem lápis nem borracha, e ir experimentando da mesma forma que fiz no caderno, para não perder a espontaneidade do traço. Decidi fazer estampas com vários elementos, traços pretos e fundo branco por enquanto.

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Outras ilustrações foram pintadas de maneira mais fechada, como um bosque.

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E também fiz uns elementos simples para estampas menos complexas, que ficam bem em produtos de decoração.

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Pattern.

Para construir os patterns não foi tão complexo como a primeira vez que fiz. O motivo principal disso é que minhas ilustrações já estavam quase prontas em termos de composição, a única coisa que faltava fazer era recortar, retocar e mudar algumas cores, tudo no Photoshop, e depois criar o rapport. Para quem não está familiarizado com essa palavra, rapport é a mínima parte de uma estampa, é a “peça” que permite a imagem se repetir infinitamente. Não vou explicar mais a fundo porque isso já seria tema para outro post, hehe. Então, continuando, estes primeiros patterns (estampas) quase não foram modificados para construir o rapport (ou seja, não houve trabalho de composição no Photoshop).

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Os próximos foram apenas recortados os elementos e dispostos em fileiras muito simples.

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E por último, peguei elementos das outras estampas, fiz uma mistura entre eles e criei mais 3 patterns. Só neste grupo que realmente foi feito um trabalho de composição no Photoshop.

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Outras técnicas.

Além de fazer as estampas, também deveríamos experimentar diferentes formas de estampação, entre elas: carimbos, serigrafia, bordado, etc. Alguns exemplos:

Impressão sublimática em tecido sintético + bordado:

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Carimbos:

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Estêncil:

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Estêncil + bordado:

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Bordado:

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Considerações finais.

(Título de capítulo de monografia, hehe)

Bom, o projeto durou quase três meses, tempo pra caramba. Eu devo ter feito umas 50 aquarelas no mínimo. No total foram entregues 15 estampas, duas delas posicionais (que não mostrei aqui). As partes mais trabalhosas para mim foram definir um conceito, uma estética, o tema de cada estampa, e depois por último, a parte de estampar em diferentes técnicas foi uma função infinita, haha. Eu gostei do resultado final, claro que mudaria várias coisas, principalmente na parte de coleção mesmo, acho que muitas estampas ficaram parecidas demais, etc etc, poréemm, para um primeiro projeto, fiquei bem orgulhosa.

Em outro momento mostro como foi outro dos projetos grandes!

Me contem o que acharam desse novo tema de Passo a Passo do blog, se estão interessados em mais posts sobre estamparia, e o que mais gostariam de ver por aqui.

SPOILER: Dia 30 de Setembro (se a data não mudar até la) farei uma exposição sobre meus processos de criação de estampas, mostrando minhas pinturas, patterns e produtos finais. Será no Garupa Bike, em Florianópolis. Quando chegar mais perto da data, lembro vocês de novo 🙂 Mas já marquem na agenda!

É isso,
té té!

 

 

 

 

Voltei!

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Lembram do meu post em Setembro que eu ia morar na Espanha por um ano? Pois então, voltei! Passou rápido, né? No total foram 10 meses morando na cidade de Madri estudando uma pós em estamparia no IED que se chama Máster en Diseño Textil y Superficies.

Foi um ano muito intenso, aprendi muito, viajei, fiz amigos, e por isso agora que chegou ao fim posso afirmar que meu investimento foi mais que acertado. O único porém é que deixei a Matiza um pouco abandonada… sinto muito por isso! Mas eu sentia como se não pudesse perder nem um segundo de aproveitar o tempo que eu estava fora, e que na volta eu recuperaria o tempo “perdido”. Então aqui estou revivendo o blog para começar! Como tinham algumas pessoas interessadas no curso que fiz, vou contar um pouco da minha experiência.

O curso.

Ele é de um ano, na cidade de Madri no centro, é uma faculdade particular que existe na Itália, Espanha e Brasil. Estudar estamparia não é barato, e no exterior é mais complicado ainda. Eu escolhi este porque me pareceu o melhor preço-benefício. Queria colocar o nome de outros que pesquisei na época mas não consegui encontrar 😦 Aqui no Brasil o mais conhecido é o do Senai-Cetiqt no Rio de Janeiro . O que mais me chamou a atenção do Máster do IED (Instituto Europeo di Design) é que ele é muito voltado ao artesanal e não é focado somente em moda, aborda outros campos do design de superfície. Eles acreditam que você deve aprender como são os processos de produção antes de criar designs que não atendam às limitações de cada material e técnica. Então tivemos que fazer carimbos manuais, tapete, bordado, aprender serigrafia, pintura para cerâmica, aplicação de decalque para cerâmica, etc. E tivemos aulas voltadas a tecido, cerâmica, papel de parede, produtos para presente e decoração.

Limitações do curso: para quem já estudou e/ou trabalha com estamparia pode ser um pouco básico demais, isso porque os alunos que são aceitos vêm de diversas áreas (design gráfico, produto, moda, arquitetura, fotografia, arte…) e nem todos tem conhecimento médio/avançado em ilustração e/ou computação gráfica (photoshop, illustrator) e inclusive design. Eu pessoalmente senti falta de aulas mais avançadas em composição, cor, finalização de arquivos, entre outras coisas. Acho também que para quem não sabe quase nada de design o curso acaba não sendo suficiente para se tornar um designer de superfície profissional. Porémmm, eu achei bem bom mesmo assim, gostaria que tivesse sido mais avançado, mas quase não existem cursos avançados na área artística por aí, então para mim que nunca tinha estudado design de estamparia, foi útil e divertido (foi a primeira vez que estudei algo que realmente gostava em toda minha vida, hahaha).

Custos.

O curso custa por volta de 11 mil euros, mais os gastos com materiais e impressões durante o ano (que é bastante). Eles dão bolsa, que paga metade do custo, até ano passado eles ofereciam duas bolsas. Mas, uma bolsa que cobre tudo (menos o custo de vida) é a da Fundación Carolina.

Morar em Madri.

Comparando com outras capitais do mundo, achei muito tranquila e o custo de vida não muito caro. É possível morar no centro sem vender um rim, e viver a vida como se estivesse gastando em São Paulo ou Rio (até menos), mas com tudo perto, seguro e bem comunicado. O metrô me salvava, e se você tem até 25 anos de idade, dá para conseguir descontos em muitas coisas e até entrar de graça em museus e etc. A cidade tem muitos parques e uma vida cultural intensa. De longe não é o lugar mais bonito da Espanha, mas tem seu charme, e muita, mas muita coisa pra fazer e ver. Pontos ruins é o clima, poluição e a comida (minha opinião). O inverno é muito frio e o verão muito quente, quase não existe meia estação. O ar é poluído como qualquer cidade grande (eu que não tava acostumada!). E a comida não é boa como no resto da Espanha… claro que dá para comer bem, mas sai caro. Eu como estudante que cozinhava em casa, no final do ano já estava sentindo falta dos sabores da América. Mas, a maior vantagem para mim de morar em Madri foi: a segurança. Eu caminhava a noite para voltar pra casa sempre e nunca temia pela minha vida, as ruas eram super seguras, ninguém falava contigo e os caras não te assediavam. E não era por ter mais policiamento, eu nunca via polícia na rua. Claro que em vários bairros isso era diferente, mas pelo menos onde eu morava o local era tranquilo e nunca me senti tão segura na minha vida.

Recomeço.

E agora que estou de volta planejo continuar meus projetos pessoais que tinha começado logo antes de viajar. O blog continuará sendo atualizado, pretendo também começar a fazer vídeos de tutoriais, quem sabe dar aulas online e presenciais (quem tiver sites desse tipo para me recomendar, agradeço!). Virão novidades cacheadas, e produtos novos para a loja virtual. Somente peço um pouco de paciência que sou apenas uma pessoa para fazer tudo isso e mais…hehehe, mas o plano é dar conta de tudo!

E é isso,
beijos e até a próxima 🙂

 

Carimbos

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Oi oi oi! Finalmente estou de volta.

Depois de postar nas minhas redes sociais tanto tipos de carimbos diferentes que aprendi no curso que estou fazendo aqui em Madrid, resolvi fazer um copilado e mostrar mais detalhadamente aqui no blog como é cada um. Que bom que estão todos interessados no assunto! Eu sempre achei super legal, mas por preguiça e falta de material no Brasil, nunca tinha tentando antes. Aqui mostrarei para vocês todas as técnicas que experimentei, e que depois se tiverem interesse, podem buscar na internet mais informações e tutoriais.

Carimbo com borracha.

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Foi o que eu gostei mais de fazer! Fazia tempo que procurava esse tipo de borracha grande mas nunca encontrei em lojas físicas (online não cheguei a pesquisar tanto). E bom, só agora na Espanha tive a oportunidade de testar essa técnica. A que eu comprei aqui se chama “Print Block Milan”. Para cavar a borracha eu comprei um kit de goivas que vem com cinco pontas diferentes que tu encaixa no suporte de madeira. Para estampar usamos tinta para Serigrafia, mas dá para usar tinta de tecido. Se você for estampar só papel, dá para experimentar com outros tipos de tinta, e se for em vidro, madeira ou qualquer outra coisa, utilize a tinta que for mais apropriada para cada material. Neste caso eu estampei em tecido, aquele tipo que é utilizado para ecobags. Então, resumindo:

Materiais

  • Borracha
  • Kit de goivas
  • Tinta de serigrafia/tecido ou outra
  • Tecido de algodão , papel ou outros materiais
  • Lápis
  • Papel
  • Rolinho pequeno, pincel ou esponja

goivas

Processo

Neste caso eu recortei um papel no tamanho da borracha e fiz o desenho ali. Com um lápis bem mole (acima de 4B), fiz um desenho no papel. Esse desenho tem que ser feito pensando que algumas partes vão ser cavadas e outras não. A parte que não for cavada é onde a tinta vai aderir e será a imagem estampada, enquanto os buracos serão as formas que ficarão sem tinta. O lápis ser 4B ou 6B é importante para que o desenho possa ser transferido com mais facilidade à borracha. É interessante já pintar no desenho as partes que vão ser cavadas, para não haver confusão. Depois de finalizar, coloca o papel sobre a borracha e com uma régua (você pode usar o que tiver à mão que funcione para pressionar o papel) vai pressionando o papel para todo o desenho ser transferido para a borracha. Com a imagem na borracha, já pode começar a cavar com a goiva que for mais adequada para seu desenho (se forem áreas pequenas, uma goiva de ponta fina, se for uma área grande, um ponta grande, etc). Apenas cave as áreas que estiverem preenchidas com o lápis. Nesse processo tem que tomar muito cuidado para não cavar o lugar errado e estragar a figura. O que me fez gostar mais dessa técnica é que a borracha é super macia e fácil de cavar, é até relaxante. Depois de terminado é só passar a tinta com um rolinho, pincel ou esponja e estampar na superfície que você queira!

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Tem uma artista que faz um carimbos maravilhosos e sempre posta tutoriais. Ela inclusive lançou um livro que se chama “Make a Impression”que ensina todo o processo dela. Este é um dos vídeos que vocês podem conferir mais detalhadamente de como é o passo a passo da técnica:

Stamp Carving – Geninne D. Zlatkis

Carimbo com linóleo.

linoleo

Materiais

  • Linóleo
  • Kit de goivas
  • Tinta
  • Tecido/papel ou outro material
  • Lápis
  • Papel
  • Rolinho, pincel ou esponja
  • Ferro de passar roupa (se tiver)

Processo

É praticamente o mesmo da borracha. Faz todo o processo igual, a única diferença é que o linóleo é mais duro e fica muito mais difícil na hora de cavar. Para amolecer o linóleo tem o truque de passar o ferro de passar roupa de forma leve e rápida, sem parar em nenhum ponto nem ficar passando por muito tempo, porque pode queimar ou derreter o linóleo. Fazendo isso rapidamente, você percebe que o material dá uma amolecida e fica muito mais fácil de cavar. Quando começar a ficar duro de novo, é só passar o ferro.

Carimbo com acrílico e E.V.A.

metacrilato

Materiais

  • Placa de E.V.A adesiva
  • Placa de acrílico
  • Tesoura
  • Tinta
  • Rolinho, pincel ou esponja
  • Papel
  • Lápis
  • Tecido ou outro material

Processo

A placa de acrílico vai depender do tamanho que você quer fazer o carimbo. Na loja você pode pedir para cortar do tamanho que quiser, eu pedi um A5, mas no fim usei só a metade, ou seja, um A6. A placa de E.V.A é a adesiva porque fica mais fácil e rápida a execução, mas você pode comprar uma normal e depois colar com cola branca. O processo do desenho é quase o mesmo, a diferença é que ao terminar, você tem que transferir para outro papel ou coloca numa mesa de luz (ou na janela com claridade) para poder copiar o desenho para o outro lado da folha. A lógica é que seu desenho tem que estar espelhado para ser transferido para o E.V.A. Com essa etapa finalizada, você coloca o primeiro desenho feito (aquele que não está espelhado) embaixo da placa de acrílico, podendo enxergar perfeitamente o desenho. Então você pega o EVA desenhado e vai recortando os pedaços e colando no acrílico nos lugares exatos que aparecem no desenho que está em baixo. Após isso é só passar a tinta no carimbo e aplicar na superfície escolhida (tecido, papel, etc).

Carimbo com rolo e EVA.

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É a mesma lógica que o anterior, só que desta vez a superfície do carimbo é um rolo de cozinha. O interessante é que o rolo seja daquele tipo que as partes do rolo sejam separadas, para que quando você gire, a suas mãos não girem junto. Isso facilita na hora de estampar. Eu fiz com um rolo que era uma coisa só e deu certo, apenas tive maior dificuldade no processo. Também é interessante a dica de colar um papel por cima do rolo para que o adesivo de EVA não fique no rolo para sempre e acabe estragando na hora de tentar descolar.

Materiais

  • Placa de EVA
  • Rolo de cozinha
  • Tesoura
  • Papel
  • Lápis
  • Tinta
  • Superficie para estampar (tecido, papel, etc)
  • Rolinho, pincel ou esponja

Processo

Neste caso eu achei muito trabalhoso transferir um desenho exatamente como ele está no papel para o rolo, então resolvi fazer algo mais espontâneo e fui diretamente desenhando formas na placa de EVA e depois recortei todas e fui colando aleatoriamente no rolo (tecnicamente no papel que está colado no rolo). Depois é só passar tinta e rolar no tecido. Se o seu rolo não tem as partes divididas, na hora de rolar você acaba usando as mãos, braços e até cotovelo para poder chegar mais longe com o carimbo, haha. Por isso se conseguir encontrar um rolo que os pegadores não acompanhem a parte central, melhor. A tinta pode ir acabando no meio do processo, e a estampa vai acabar ficando com um degradê. Para evitar isso o truque é: com cuidado, ir parando o rolamento e ir acrescentando mais tinta no rolo enquanto estampa. PS: na foto dá para ver que eu não colei papel no meu rolo (esqueci!). Isso quer dizer que provavelmente vai ser difícil usa-lo novamente.

Estêncil.

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O estêncil não é um carimbo mas meio que segue a mesma lógica, então vou explicar aqui também.

Materiais

  • Folha de acetato
  • Estilete
  • Caneta que funcione no acetato (eu usei aquela permanentes de cd)
  • Papel e lápis
  • Tinta
  • Esponja

Processo

Num papel você faz seu desenho, sempre lembrando que partes vão ser vazadas. Depois coloca o acetato em cima do papel e com a caneta você copia o desenho pro acetato. Depois recorta as partes que devem ser vazadas do desenho com o estilete e quando finalizado é só colocar o estêncil sobre o tecido e preencher os buracos com tinta, usando uma esponja velha.

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*As estampas rosas com amarelo texturizadas eu fiz usando o estêncil e aplicando os carimbos anteriores por cima.

———–

E é isso!

Gostaram?

Tentem em casa e depois me contem se deu certo 🙂

Té té!

 

Hasta luego, Brasil!

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Oi gente, quanto tempo! (porque né, não estou postando com tanta frequência como antes 😦 ). Alias, este post será diferente dos demais, justamente porque vou contar um pouco sobre os últimos acontecimentos da minha vida que interferem no blog/página/insta/etc.

Para aqueles que querem informações importantes sem muita historinha, estas são as notícias:

  • Estou me mudando para Madri – Espanha, e ficarei um ano lá.
  • A loja virtual vai continuar funcionando normal. Eu administro tudo pela internet e minha mãe querida vai fazer as entregas ❤
  • A página de facebook da Matiza, o instagram e o blog vão continuar sendo atualizados regularmente! No máximo posso ficar duas semanas sem postar (que acredito que não acontecerá).
  • O motivo de estar indo morar fora é que farei um curso de um ano sobre Design de Superfície.
  • “Vai voltar??” Siimm, vou voltar pro meu Brasilzão quando acabar o curso 🙂

Agora para aqueles que gostam de saber os motivos e mais informações sobre tudo que resumi acima, chega mais!

Necessidade de mudança.

Desde que me formei em Design Gráfico, arranjei meu primeiro emprego numa empresa que cria produtos para presentes e decoração de forma divertida. Eu era a que cuidava de tudo que fosse estampado em qualquer tipo de produto, desde almofadas, aventais, bolsas, camisetas, estojos, pufes, cadeiras, porta-retratos, casinhas pra cachorro, bandanas, tigelas, coleiras, etc etc. Posso dizer que já estampei mais de 50 produtos diferentes. Fiquei nesse emprego até poucos meses atrás, quando resolvi dar uma mexida na minha vida.

Eu gostava do meu trabalho, no começo foi super interessante desenhar coisas no computador que depois “magicamente” viravam produtos, mas depois de quase 3 anos, minha atividade ficou muito repetitiva, sem contar que nada era criado ao meu gosto pessoal, e quase nunca era possível fazer alguma ilustração à mão. Sinceramente cada vez mais tenho aversão ao computador, e ter que usá-lo como ferramenta principal nas minhas criações me dá zero prazer. Foi por isso que criei em 2014 a página da Matiza, para poder experimentar de novo a ilustração manual. Alias, pouco tempo antes disso, eu já estava atrás de coisas diferentes e foi quando decidi fazer um curso de um dia sobre Estamparia com a queridíssima Patrícia Capella que veio do Rio de Janeiro para Floripa pela Zupy Academy.

Mas desde quando a estamparia era um interesse? Desde criança sempre amei estampas, mas nunca pensei nisso como profissão, no meu curso só teve uma aula optativa sobre o tema, que não serviu para nada, e fora isso nunca mais estudei nem vi nada sobre. Foi pela internet que fui descobrindo empresas que fazem esse trabalho e me dei conta que muita coisa era feita a mão, lindos desenhos em aquarela, copic, lápis de cor, para no fim formar incríveis estampas. Pensei que talvez essa poderia ser minha próxima profissão! E quando soube de um curso na minha cidade, já corri para testar, e apesar de ter sido muito rápido, consegui aprender o básico e me interessar mais pelo assunto.

A oportunidade.

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Eu sempre digo para as pessoas que eu sou muito “fresca” nas minhas escolhas. Na época do vestibular, enquanto a maioria tinha dúvidas sobre milhares de cursos, eu achava impossível fazer qualquer um que não fosse Design, Arte ou Psicologia (talvez nem esse, haha). Quando me formei em Design, eu poderia trabalhar com web, branding, gestão, hipermídia, marketing, etc etc, mas eu só aceitei trabalhar com algo mais relacionado com ilustração e estampa. E no momento que tomei a decisão que queria voltar a estudar e me aperfeiçoar, não encontrei nenhum curso no Brasil que fez meus olhos brilharem. Não quer dizer que não exista coisa boa, na área de estamparia tem vários cursos legais no Rio, inclusive o que mais me recomendaram foi o do Senai Cetiqt. Mas eu que sou “fresca”, não me contentei 100% com o currículo do curso. Foi então que um ano depois, rolando a timeline do facebook tediosamente que vi alguém comentando sobre um curso em Madri. E resolvi dar uma olhada.

O curso.

Fica na cidade de Madri na Espanha, na escola IED (Istituto Europeo di Design). Eles têm sede na Espanha, Itália e Brasil. Infelizmente (ou felizmente, sei lá) aqui não tem essa Pós de um ano que escolhi. Diferente de tudo que tinha pesquisado antes, quando olhei as disciplinas, o foco do curso e as oportunidades, me apaixonei na hora por tudo aquilo e sabia que era isso que eu queria. E o que mais me chamou atenção foi que o curso se divide em vestuário, decoração e papelaria. Sem contar que tem várias aulas de atividades manuais, como bordado!! (fiquei chocada). Mas pera-lá você que está lendo agora e pensa em fazer curso nessa área. Eu estou mostrando aqui MEU ponto de vista, por isso gosto de reforçar que sou fresca com escolhas, então o que para mim não é interessante, para você pode ser o lugar ideal! Pesquise bem antes de tomar qualquer decisão e vá de acordo com seus interesses 🙂 O curso que escolhi se chama Máster de Diseño Textil y  de Superficies, dura 9 meses, começa agora na metade de Outubro e vai até final de Julho de 2016. Ele é pago, mas felizmente eu já estava economizando faz tempo para viajar e estudar um ano de inglês no estrangeiro, então só redirecionei o dinheiro, hehe. Apesar do curso ser um investimento alto, o custo de vida em Madri se assemelha ao do Rio de Janeiro, e eu vou morar num lugar bem central, com museus, praças, universidades, tudo perto. Então abracei a oportunidade e resolvi investir em mim 🙂

E agora?

Agora agora, estou no aeroporto do Galeão escrevendo este post enquanto espero o vôo para Madri, hehe. Pois então, o blog vai sofrer algumas mudanças, no bom sentido! Para aqueles que vinham pela aquarela e as ilustrações, agora poderão acompanhar minhas aventuras pela estamparia. Se acharem interessante, posso fazer alguns posts contanto mais como é o curso, e também a vida artística aqui em Madri. A loja vai continuar com atualizações, talvez não tão frequentes, mas o funcionamento ficará o mesmo! Eeeee, morro de vontade de começar a fazer vídeos, então aguardem novidades 😀

Objetivos finais.

Para aqueles que ficaram confusos, tipo, “mas você já não tem uma loja? Já não trabalha com ilustração? Como a estamparia vai ser encaixar em tudo isso? O resto vai ser abandonado?” Nããooo… o que decidi pra minha vida é que não quero ficar sempre fazendo o mesmo. A estamparia apenas vai se juntar a tudo que já estou fazendo, e cada vez mais eu irei abrir meu leque para criações diversas, até onde minha imaginação deixar 🙂 Quero fazer cada vez mais produtos diferentes, mais livros, e o que vier!

Extra.

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Você que leu até aqui e está se sentindo inseguro com a vida, com sua profissão, curso ou o que seja e acha que tudo que contei foi muito bem calculado e naturalmente decidido, aviso que não. Eu estive em crise desde a época de caloura, até meses atrás eu ainda não fazia ideia do que fazer com a minha vida, e foi indo atrás de coisas diferentes que fui conseguindo me encontrar, e aos poucos as coisas vão aparecendo. Não que agora eu esteja com tudo resolvido, apenas estou em um momento de alívio mental e ansiosa pelas coisas novas que me esperam! Então não desanime 😀

E por enquanto é isso, minha gente.

Hasta luego!