Projeto Estamparia – “Frutas España”

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Este post está na minha pasta de  rascunhos faz muito tempo, e resolvi finalmente finalizá-lo para mostrar pra vocês. Para os que não sabem, acabei de voltar da Espanha onde estive 10 meses estudando uma Pós em estamparia. Durante o curso fizemos milhares de projetos, e entre eles, três foram mais importantes. O primeiro deles é este que contarei como foi minha experiência criando a primeira coleção de estampas da minha vida, hehe. Como é difícil encontrar processos de estamparia por aí, vou seguir o mesmo esquema de passo a passo do blog, e contar como foi todo meu desenvolvimento criativo 🙂

O briefing.

Consistia em criar uma coleção de estampas para roupas e produtos para a marca espanhola La Casita de Wendy. Uma das sócias é a Inés Aguilar, que também é diretora do Máster. Apesar do estilo da marca ter que ser levado em conta, foi dada uma certa liberdade também para que pudéssemos descobrir nosso próprio estilo. O exigido era que o conceito da coleção contasse uma história.

O conceito.

Eu queria fazer sobre um tema que estivesse relacionado com a minha vida na Espanha e ao mesmo tempo ser algo legal de ilustrar. Quando eu era criança morei em Sevilla e nessa época eu adorava comer as frutas do verão, como morango, cereja, romã e pêssego. Como não são típicas do nosso clima brasileiro, esses sabores ficaram na minha memória de criança como frutas relacionadas à minha vivência na Espanha. Resumindo, meu conceito ficou: Frutas da minha infância na Espanha. (Nada pessoal, hahaha)

Rascunhos – Parte 1.

Como era minha primeira vez fazendo estampas, comecei rascunhando todo tipo de estilo que vinha na cabeça, para depois receber o feedback da professora. Para ser bem sincera eu estava bem confusa e não sabia como compor as imagens, nem que elementos usar, etc etc. Estas foram as primeiras tentativas:

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Além dessas composições que fiz, também mostrei meu caderno de aquarela onde tinham meus estudos. E para minha surpresa, a professora preferiu meus rascunhos do caderno do que todas essas estampas. Estas são algumas páginas do caderno:

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E por fim, isso me deu uma luz e resolvi fazer tudo de novo. Adotando a estética do meu caderno de pinturas despretenciosas. AH, e não menos importante, este maravilhoso caderno é um dos que a Miolito me deu de presente ❤ Ele me acompanhou durante todo o curso, e em breve mostrarei ele completo aqui no blog!

Rascunho – Parte 2.

A nova estética definida seria misturar manchas de aquarela com rabiscos em nanquim preto. Resolvi ir pintando sem muito planejamento para ver onde chegava. Com as páginas sendo preenchidas, as cores começaram a ficar mais repetitivas e surgiu uma paleta. Além das frutas citadas, outros elementos que escolhi foram as folhas, sementes e meninas ❤

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Pinturas finais.

Depois de finalmente definir uma paleta de cor, os elementos, a estética, e os temas de cada estampa, comecei a pintar diretamente no papel, sem lápis nem borracha, e ir experimentando da mesma forma que fiz no caderno, para não perder a espontaneidade do traço. Decidi fazer estampas com vários elementos, traços pretos e fundo branco por enquanto.

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Outras ilustrações foram pintadas de maneira mais fechada, como um bosque.

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E também fiz uns elementos simples para estampas menos complexas, que ficam bem em produtos de decoração.

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Pattern.

Para construir os patterns não foi tão complexo como a primeira vez que fiz. O motivo principal disso é que minhas ilustrações já estavam quase prontas em termos de composição, a única coisa que faltava fazer era recortar, retocar e mudar algumas cores, tudo no Photoshop, e depois criar o rapport. Para quem não está familiarizado com essa palavra, rapport é a mínima parte de uma estampa, é a “peça” que permite a imagem se repetir infinitamente. Não vou explicar mais a fundo porque isso já seria tema para outro post, hehe. Então, continuando, estes primeiros patterns (estampas) quase não foram modificados para construir o rapport (ou seja, não houve trabalho de composição no Photoshop).

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Os próximos foram apenas recortados os elementos e dispostos em fileiras muito simples.

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E por último, peguei elementos das outras estampas, fiz uma mistura entre eles e criei mais 3 patterns. Só neste grupo que realmente foi feito um trabalho de composição no Photoshop.

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Outras técnicas.

Além de fazer as estampas, também deveríamos experimentar diferentes formas de estampação, entre elas: carimbos, serigrafia, bordado, etc. Alguns exemplos:

Impressão sublimática em tecido sintético + bordado:

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Carimbos:

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Estêncil:

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Estêncil + bordado:

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Bordado:

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Considerações finais.

(Título de capítulo de monografia, hehe)

Bom, o projeto durou quase três meses, tempo pra caramba. Eu devo ter feito umas 50 aquarelas no mínimo. No total foram entregues 15 estampas, duas delas posicionais (que não mostrei aqui). As partes mais trabalhosas para mim foram definir um conceito, uma estética, o tema de cada estampa, e depois por último, a parte de estampar em diferentes técnicas foi uma função infinita, haha. Eu gostei do resultado final, claro que mudaria várias coisas, principalmente na parte de coleção mesmo, acho que muitas estampas ficaram parecidas demais, etc etc, poréemm, para um primeiro projeto, fiquei bem orgulhosa.

Em outro momento mostro como foi outro dos projetos grandes!

Me contem o que acharam desse novo tema de Passo a Passo do blog, se estão interessados em mais posts sobre estamparia, e o que mais gostariam de ver por aqui.

SPOILER: Dia 30 de Setembro (se a data não mudar até la) farei uma exposição sobre meus processos de criação de estampas, mostrando minhas pinturas, patterns e produtos finais. Será no Garupa Bike, em Florianópolis. Quando chegar mais perto da data, lembro vocês de novo 🙂 Mas já marquem na agenda!

É isso,
té té!

 

 

 

 

Passo a passo – “Tropical”

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Já faz um tempinho que não publico um Passo a Passo. Desta vez vou mostrar como fiz a pintura “Tropical”, que agora já está como estampa de camiseta no meu site! http://www.luizanormey.com.br

Bom, eu criei essa ilustração já faz uns 2 meses ou mais, e eu nem lembrava como tinha sido o processo exatamente. Por sorte tirei fotos e me surpreendi que usei umas técnicas diferentes nessa criação! Então vamos lá 😀

Parte 1 – O desenho.

Eu já estava com a ideia na cabeça de fazer uma menina cacheada com plantas tropicais no cabelo, e como fazia tempo que eu não desenhava esse tipo de vegetação, fui procurar referências no google imagens, pinterest, etc. O diferencial neste desenho é que resolvi testar usar lápis de cor para substituir o clássico grafite. Cada elemento foi desenhado com uma cor específica, o rosto com lápis marrom, as folhas escuras com lápis verde escuro, as flores laranjas com lápis laranja, e assim por diante. Usei essa técnica para evitar que o lápis grafite apareça na pintura, que é algo comum acontecer, e me incomoda um pouco. As desvantagens de fazer dessa forma com lápis de cor, é que fica muito mais difícil de apagar se você errar, e dá um trabalho extra ficar trocando de lápis a cada elemento com cor diferente.

Materiais utilizados:

  • Caixa de lápis de cor aquarelável da Faber-Castell de 36 cores
  • Folha do bloco da Canson Aquarela 300g/m², tamanho A4

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Parte 2 – A pintura.

Materiais utilizados:

  • Pincéis pelo de marta
  • Pincel com reservatório da Pilot Japan
  • Aquarela de pastilha da Winsor & Newton Cotman Water Colour
  • Aquarela de bisnaga da Winsor & Newton Cotman Water Colour
  • Lápis de cor aquarelável da Faber-Castell de 36 cores
  • Caneta branca 1M da Posca
  • Caneta amarela 5M da Posta

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Com aquarela fui pintando a base de todos os elementos (rosto, folhas, flores), com cores não muito saturadas, para depois ir acrescentando sombras e detalhes.

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Ah, um agradecimento especial a Jujuy, que estava me dando força moral e enviando energias positivas aos meus materiais de pintura 😀

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Com o pincel-reservatório pintei todo o cabelo de preto e os olhos.

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Depois de preencher quase toda a base da pintura, comecei a acrescentar sombras e cores mais fortes na folhagem, e esperei a tinta secar. Depois de tudo seco, usei lápis de cor para desenhar linhas nas folhas e flores, representando os nervos e texturas das plantas.

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Também acrescentei sombra no rosto com aquarela, e uma tentativa (que falhou, haha) em pintar um rosadinho nas bochechas. Depois disso senti falta de mais vegetação em volta do cabelo, então acrescentei umas folhinhas perdidas nas bordas.

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Todos os detalhes que seguem até a finalização da pintura eu não cheguei a tirar fotos 😦 Isso porque começou a ficar de noite e o flash da minha câmera deixa tudo terrível. Então vou tentar explicar o melhor que der sobre os próximos passos.

No cabelo pintei linhas cacheadas com aquarela preta bem saturada, e no rosto reforcei os contornos com um tom de pele mais escuro e alanjado que foi a mesma cor usada na boca. Acrescentei sardas para disfarçar o blush mal sucedido, hahah. Os olhos e sobrancelhas eu pintei apenas com aquarela. As folhinhas em volta do cabelo fiz o mesmo processo de antes, pintei as sombras com tinta e as linhas com lápis de cor. Por fim, senti que faltava alguma coisa e resolvi testar pela primeira vez as canetas Posca que eu tinha ganho de aniversário ❤ Usei branco e amarelo para decorar a folhagem com linhas e pontos. Achei viciante! Quero fazer mais pinturas com essas canetas, recomendo!

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E é isso! O desenho teve tanto sucesso que virou camiseta 🙂

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Espero que tenham gostado!

Té té.

 

Passo a passo – “Girassol”

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Desta vez vou furar a fila do passo a passo com a minha mais nova ilustração! Muitos pediram, então aqui vai meu processo de criação da arte “Girassol” 🙂

Parte 1 – O desenho.

Foi algo bem simples, não queria usar muito lápis então só desenhei a cabeça da menina e uma parte do corpo.

Materiais utilizados:

  • Lapiseira 0.3 da Pentel com grafite B da Pilot
  • Borracha da Coca-Cola
  • Folha do bloco da Canson Aquarela 300g/m², tamanho A4

Parte 2 – A pintura.

Materiais utilizados:

  • Pincéis pelo de marta
  • Pincel com reservatório da Pilot Japan
  • Aquarela de pastilha da Winsor & Newton Cotman Water Colour
  • Aquarela de bisnaga da Winsor & Newton Cotman Water Colour
  • Lápis de cor aquarelável da Faber-Castell de 36 cores
  • Caneta de gel branca da Uni-ball Signo

Como eu queria uma pintura mais orgânica, resolvi não esboçar a lápis a parte dos girassóis, então diretamente com o pincel fui fazendo manchas marrons, depois pétalas amarelas e acrescentando cabos e folhas verdes em cada flor que se formava. Minha tática foi pegar várias imagens de girassóis no google e ir usando como referência na hora da pintura.

O rosto da menina eu comecei testando uma técnica de sombra que vi outros artistas fazendo, que é sombrear antes do rosto ser totalmente pintado. Fiz algo bem aguado em azul, com medo de ficar muito forte. (Mais pra frente perco o medo, hehe)

Algo que dá para reparar é que usei cores muito fraquinhas, bem aguadas, isso porque eu não tinha certeza das tonalidades finais que eu gostaria de alcançar. Sempre uso essa técnica quando estou em dúvida sobre as cores, hehe.

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Continuei pintando girassóis, inclusive com tons diferentes de verde por pura preguiça de ficar misturando mais tinta para chegar no tom certo (não façam isso em casa, crianças. haha). E fiz um degradê no cabelo, começando pela parte de fora com um amarelo claro, e enquanto a tinta ainda estava molhada fui acrescentando tons de amarelo mais escuros, até chegar no ocre. O rosto eu reforcei a sombra com marrom bem escuro, já que a pele dela ia ser negra, então a sombra teria que ser bem forte para dar bom contraste. Para não ficar uma sombra marcada, eu gosto de usar o pincel com reservatório que ele permite “esfumaçar” a tinta de um jeito surreal. Muito bom, recomendo!

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Depois da sombra seca, preenchi todo o rosto de marrom menos a boca. Enquanto a tinta ainda estava um pouco úmida, acrescentei um leve rosadinho nas bochechas. Quando o rosto secou, pintei a boca com esse mesmo tom (uma mistura aguada de marrom com magenta). Depois de tudo seco pintei com um pincel bem fininho um contorno no rosto com marrom mais escuro. E com um marrom quase preto fiz os cílios e a sobrancelha.

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Com a menina praticamente pronta, fui ajeitar o matagal multicolorido, hehe. Como tudo estava pintado com cores bem fraquinhas, escolhi os tons definitivos e fui pintando por cima. Mais amarelo nas pétalas, mais marrom nos miolos da flor e o meio mais escuro, e também escolhi um verde forte que conseguiu ficar por cima de todos aqueles tons aleatórios iniciais que eu tinha feito na folhagem.

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Tendo a base toda pronta, comecei a fazer os detalhes. Com lápis de cor marrom fui pontilhando os miolos dos girassóis e com um lápis ocre fiz umas sombrinhas nas pétalas. Para desenhar os nervos das folhas usei a caneca gel branca.

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Eu gosto de usar o lápis de cor aquarelável para consertar algumas coisas na pintura. Neste caso pintei com lápis marrom algumas partes da pele para realçar a sombra, e com lápis ocre arrumei algumas falhas do cabelo.

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E no fim fiz uma alteração depois de ter postado o desenho nas minhas redes sociais (ops!), que foi cobrir todas as áreas brancas da folhagem com lápis de cor verde musgo + verde escuro. Isso porque eu estava sentindo que a menina parecia estar com o corpo cortado :s Hehehe, fiquei agoniada e tive que mexer nisso.

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E pronto!

Se tiver alguma outra ilustração na minha página que vocês queiram saber como foi o processo de criação, me avisem! 🙂

Té max!

 

Passo a passo – “Sonhos de Uma Noite de Verão”

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Olá, aqui está meu 2º post de “passo a passo” e é sobre uma ilustração que deu bastante trabalhinho. Desta vez fui mais sábia e tirei vááárias fotos do processo, então a descrição será com mais imagens e menos texto 🙂

Parte 1 – O desenho.

Como fazia bastante tempo que eu não treinava desenhar a figura humana de forma mais realista, resolvi folhear umas revistas para encontrar alguma pose interessante e a partir dai inventar uma pintura. Escolhi uma mulher que estava sentada num “balanço”, modifiquei algumas coisas e fiz um rosto e cabelo mais no meu estilo.

Materiais utilizados:

  • Lápis da Koh i noor hardtmuth, grafite B
  • Borracha da Coca-Cola
  • Folha do bloco da Canson Aquarela 300g/m², tamanho A4

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Parte 2 – A pintura.

Materiais utilizados:

  • Pincéis pelo de marta
  • Pincel com reservatório da Pilot Japan
  • Aquarela de pastilha da Winsor & Newton Cotman Water Colour
  • Aquarela de bisnaga da Winsor & Newton Cotman Water Colour
  • Lápis de cor aquarelável da Faber-Castell de 36 cores

Bom, a dica da vez é: comece pelo fundo. Então fui primeiro pintando a folhagem que ficaria em volta da menina. Alias, antes disso tive a péssima ideia de usar Máscara para aquarela da Corfix para criar um efeito diferente. “Mas o que é isso?” Se funciona direito, é bem legal de usar. É tipo uma cola bem líquida amarelada que você molha o pincel e pinta o que quiser no papel e depois espera secar. Quando seco, vira uma máscara e você pode pintar com aquarela por cima. Depois é só esperar a aquarela secar e passar o dedo em cima da cola que ela vai saindo, deixando em branco as partes que você pintou no começo com a máscara. Difícil explicar sem imagens, mas em breve farei um post só sobre isso! Voltando à ilustração… eu usei o pincel errado, as linhas ficaram muito grotescas, e acho que essa marca de máscara não é muito boa.

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A máscara são essas raminhas meio beges perto das costas da menina.

Continuei aumentando a folhagem, com variações de tom de azul (que deixei meio acinzentado com um toque de verde) e fui acrescentando umas bolinhas vermelhas, como se fossem frutinhas. Depois de tudo seco, retirei a máscara e ficaram essas ramas brancas meio nada vê, haha. Mas tudo se conserta!

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Próximo passo foi pintar a base da pele e do cabelo. Na pele comecei preenchendo com uma cor bem aguada para depois ir passando camadas por cima escurecendo as áreas de sombra.

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Depois com um pincel bem fino fiz uma cor mais concentrada e pintei os cachinhos e as sobrancelhas.

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Com um lápis de cor aquarelável marrom-claro fui contornando e fazendo sombra na pele de todo o corpo.

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Usei um lápis cor bordô para pintar a boca.

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Com aquarela pintei embaixo dos olhos uma cor rosada que me deu a sensação de que ela estava chorando (?).

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Gostei do efeito e apliquei nos cotovelos e joelhos.

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Como já tinha usado o lápis de cor em várias partes no rosto, decidi pintar os cílios com lápis de cor preto. Assim o efeito ficou mais suave/harmônico do que usar aquarela ou nanquim.

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A crise aconteceu quando tive que decidir pela cor do vestido. A pintura estava tão melancólica que eu não podia colocar nenhuma cor que se sobressaltasse aos outros elementos. Depois de tanto pensar (e pedir opinião no Instagram, hehe), meu irmão propôs pintar de cinza. Quem me conhece sabe que cinza é uma cor que praticamente não uso nas minhas pinturas, então foi um desafio para mim. Aceitei e adorei o resultado. Valeu, Gê!

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E então chegou a hora de arrumar o estrago da máscara e finalizar a pintura. Para isso resolvi colocar verde-escuro na folhagem, desenhando folhas com lápis de cor e alguns ramos com aquarela. Fui escurecendo algumas áreas para sumir com as falhas brancas e fui compondo até ficar satisfeita com o fundo. Também finalizei o vestido marcando melhor as linhas e as sombras com lápis de cor cinza.

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E pronto!

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Deu um trabalhão, mas fiquei bem orgulhosa do produto final! Espero que tenham gostado, e se ficou alguma dúvida, é só escrever nos comentários 🙂

Té té!

Passo a passo – “Menina Carregando Flores”

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Hoje vou começar contando como fiz uma das minhas pinturas preferidas. Infelizmente não tirei muitas fotos do processo. Mas vou tentar explicar com o máximo de detalhes, e se ficar alguma dúvida, não hesitem em perguntar! Ficarei muito feliz em ajudar 🙂

Parte 1 – O desenho.

Normalmente antes de começar uma pintura eu pesquiso, olho referências, uso modelos, mas neste caso quis fazer um desenho livre, algo que estou já acostumada a desenhar (meninas fofas e flores por exemplo, hehe), e assim poder me focar mais na aquarela.

Materiais utilizados:

  • Lapiseira ponta 0.3mm da pentel
  • Grafite B da pilot
  • Caderno de aquarela da Moleskine (aquele da fitinha rosa-claro)

A lapiseira não precisa ser 0.3, eu uso essa porque ganhei e é nela que coloco grafite B. Antes eu fazia meus desenhos com grafite 2B e percebi que manchava muito, fazia muita sujeita e a aquarela não conseguia cobrir as linhas. Por isso recomendo desenhar com lápis ou lapiseira com grafite B ou até HB, que são mais sequinhos e deixam o traço mais leve e apagado.

Foto de celular a noite não tem como dar certo.

Foto de celular a noite não tem como dar certo…

Parte 2 – A pintura.

Materiais utilizados:

  • Pincéis pelo de marta
  • Aquarela de pastilha da Winsor & Newton Cotman Water Colour
  • Aquarela de bisnaga da Winsor & Newton Cotman Water Colour
  • Ecoline

Como a minha ideia era que a menina estaria carregando umas plantas tão altas que encostariam no seu rosto, então comecei a pintar as flores primeiro, assim já ia colocando algumas tocando na bochecha, passando pelo cabelo, para dar a sensação de estarem invadindo o espaço da menina. Depois de pintar todas as flores, fiz as folhas e o cabinho que uniria tudo numa única planta. Do outro lado comecei pintando linhas e depois completando com mini folhinhas, também algumas cobrindo partes da menina.

Cores usadas:

Flores.

  • Parte rosada: magenta + roxo
  • Parte alaranjada: laranja + amarelo

Folhas.

  • Verde: verde-claro

Folhagem lado direito.

  • Verdes: verde-claro, azul, marrom, veridian, ocre (fui inventando vários tipos de verdes com essas cores)

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Na aquarela o ideal é sempre começar pelas partes claras, porque você nunca vai conseguir durante o processo clarear a pintura, apenas escurecer. Como a base da tinta é água, não tem como as cores se anularem, elas sempre vão se misturar, e quantas mais cores sobrepostas, mais escura vai ficando a pintura. Por isso sempre tem que lembrar que a parte mais clara da aquarela é o próprio papel, e por isso se usa muito a técnica de deixar partes em branco, criando pontos de luz. No meu caso a parte mais clara da pintura seria a pele da menina. Primeiro fiz uma base mais clara e depois de seca fui pintando por cima as sombras, com a mesma cor da pele, só que com menos água, assim o tom de pele fica mais escuro. As bochechas e os joelhos eu manchei com magenta aguado enquanto a tinta da pele ainda estava úmida. O cabelo e sobrancelhas pintei depois que toda a tinta anterior ficou seca.

Cores usadas:

Pele.

  • Base: Marrom-claro + magenta + bastante água
  • Sombra: Marrom-claro + magenta + água moderada

Cabelo.

  • Preto + marrom

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A blusa e a saia primeiro pintei as bases de cada uma e depois da tinta estar seca fiz as sombras. Os olhos foram pintados com um pincel bem fininho, e com o mesmo contornei os braços e pernas com a cor da pele um pouco mais concentrada (menos água) e aproveitei para pintar a boca também. Os sapatos eu tinha feito um xadrez que não gostei e pintei por cima com cor escura e ficou o que ficou, hehe. Alias, os olhos também no começo eram de cor caramelo, e no fim pintei tudo de preto. E a saia era cor beterraba e coloquei ocre por cima e virou uma cor barro-avermelhada.

Cores usadas:

  • Blusa: Ocre + marrom-claro
  • Saia: Vermelho + Ocre + Marrom + Magenta + Roxo (tentativa de chegar numa cor aceitável)

*Pausa para comentário off: normalmente quando começo meus desenhos, não planejo quase nada, então é bem comum que na metade eu não goste da cor que escolhi e tente consertar depois. Não recomendo fazer isso se você é uma pessoa que não gosta que as coisas não saiam como esperava. Mas recomendo se você quer exercitar o improviso e desapego. 🙂 *

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Terminado quase tudo, entrei na crise das sacolas, sem saber que cor pintá-las. Tinha que ser alguma cor sem muito destaque e que combinasse com o resto. Fui testando um ocre aguado, colocando verde, depois marrom, tudo bem aguadinho pra não estragar de vez, hehe. No fim cheguei em algo meio musgo e resolvi fazer uns detalhezinhos com marrom-claro pra disfarçar a cor cagada.

Ah, e a assinatura eu escrevi com uma caneca nanquim ponta 0.3 da unipin.

E voilà!

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Espero que tenha dado de entender o processo, e se ficou alguma dúvida é só me perguntar! Sinto muito pelo post longo, mas acho que só assim que consigo explicar! Ou por vídeo, quem sabe 🙂

Té té!